Rio Branco, Acre, 26 de setembro de 2020

Lava Jato apura se cervejaria Itaipava agiu como doleira

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As investigações sobre o banco da Odebrecht no Caribe, usado para pagamento de propina, estão apurando uma suspeita de que a empreiteira tenha mantido com o Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava, operação similar a do sistema dólar-cabo, como os doleiros chamam um conhecido esquema de lavagem de dinheiro.

A reportagem do jornal O Globo destaca que o dólar-cabo permite troca de recursos entre dois parceiros, no Brasil e no exterior, atuando como um banco paralelo de compensações, sem a necessidade de movimentar o dinheiro de fato.

Os investigadores analisam que a enquanto a Odebrecht teria usado o caixa dois da cervejeira para distribuir recursos a políticos, a Itaipava se valeria da empreiteira no exterior para pagar em moeda estrangeira os insumos necessários à produção de cerveja, do malte à lata de alumínio.

DELAÇÃO

Vinícius Veiga Borin, considerado um dos operadores do departamento de propina da Odebrecht, relatou como terceiros foram usados pela empreiteira para adquirir o Meinl Bank Antígua, no arquipélago caribenho de Antígua e Barbuda. Um desses sócios foi Vanuê Antônio da Silva Faria, ex-membro do Conselho da Administração da Itaipava, que deixou a cervejeira após romper com o tio, Walter Faria, o dono do grupo.

INVESTIGAÇÃO

A publicação destaca que a força-tarefa da 26ª fase da Lava Jato, batizada de “Operação Xepa”, encontrou indícios de que a Odebrecht e a Itaipava haviam movimentado pelo menos U$ 117 milhões para o pagamento de propina entre 2008 e 2014.

A reportagem tentou entrar em contato com a Itaipava mas a empresa afirmou que não faria comentários sobre as ações porque correm em segredo. A Odebrecht preferiu não se manifestar sobre o assunto.

 

Com informações de O Globo.

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