Rio Branco, Acre, 26 de outubro de 2020

‘Querem tratar índio como bicho bruto’

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Indígenas do povo Jaminawa-Arara denunciaram o tratamento dado ao jovem Eliézio Jaminawa, 28 por parte de um médico.

Eliézio deu entrada no hospital com uma perfuração de arma branca ocorrida durante uma briga com outros indígenas em uma ‘festa de branco’: o encerramento de um novenário na foz do Paraná dos Mouras. Segundo relato dos parentes, o médico, após examinar perfuração, teria dito que não era grave e permitiu que o mesmo fosse encaminhado diretamente até a delegacia de Rodrigues Alves.

Lá chegando, o quadro do indígena agravou-se e teve de ser encaminhado novamente às pressas, ao hospital. Ainda segundo relato de seus parentes, Eliézio chegou em estado grave, tendo de passar por reanimação cardioelétrica. O indígena encontra-se hospitalizado ainda em estado grave.

Os Jaminawa-Arara também contestaram o Boletim de Ocorrência lavrado pelos policiais militares na ocasião da briga. No B.O., Eliézio consta como agressor. Na visão de seus parentes, a agressão teria partido do outro grupo de indígenas, moradores de outra aldeia. Outros dois jovens indígenas que se envolveram na briga também foram feridos, um deles, gravemente.

Segundo o depoimento da cacique Esmeralda Jaminawa-Arara, trata-se de uma rixa antiga entre duas famílias, uma delas da Aldeia Nova Vida e a outra da Aldeia Morada Nova.

 

https://www.youtube.com/watch?v=5dTWIUavrpo

Maicon Farias, cunhado de Eliézio acompanhou a ação policial. Eele afirma que um dos policiais teria dito que ‘se pudesse matava índio com a minha própria arma’.

https://www.youtube.com/watch?v=Fu8UrIxlF8U&feature=youtu.be

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