Rio Branco, Acre, 28 de outubro de 2020

Polícia desarticula quadrilha que aplicava golpes pelo WhatsApp

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A Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e a Delegacia Fazendária (Defaz) prenderam, em São Luís, quatro suspeitos de cometerem crimes usando o WhatsApp no Maranhão.  Eles usavam o aplicativo para pedir dinheiro emprestado para os contatos das vítimas.

Segundo o superintendente da SEIC, Thiago Bardal, as investigações começaram quando as vítimas passaram a relatar que suas contas de WhatsApp haviam sido clonadas. Os bandidos contavam com a ajuda de Wanderson Sousa Soeiro, que trabalhava em uma empresa de telefonia móvel.

A quadrilha ligava para o Wanderson e dava um número de telefone com o CPF da vítima e ele fazia o resgate do número. Ou seja, o funcionário cancelava o número e habilitava novamente agora no telefone da quadrilha. Nessa nova habilitação, a quadrilha tinha acesso à agenda da vítima. Com isso passavam a mandar mensagem aos amigos e parentes que estavam na agenda.

“Por conta disso, algumas pessoas iam pensando que era seu amigo, que era seu parente que estava precisando e faziam o depósito em contas de laranjas. Após o depósito eles [criminosos] realizam os saques”, explicou Bardal.

Por meio do aplicativo, os bandidos pediam quantias entre R$ 100 e R$ 200 para não chamar a atenção. Depois de efetuarem o depósito, as pessoas ligavam para o celular das vítimas para comunicar e percebiam que se tratava de um golpe.

Até o momento, além de Wanderson, foram presos Robert Wagner Silva Serra, Paulo Heitor Campos Pinheiro e Randerson dos Santos Castro. Os quatro foram presos em flagrante, passaram pela audiência de custódia com o juiz e tiveram suas prisões convertidas em preventiva.

O grupo foi autuado por associação criminosa, porte ilegal de armas e estelionato. A polícia não descarta que outras pessoas que trabalham em telefonias móveis envolvidas nesse tipo de golpe no Maranhão.

Por meio de nota enviada, a assessoria da empresa Vivo informa que está prestando todas as informações solicitadas pelas autoridades competentes em relação ao caso do funcionário terceirizado de uma revenda da empresa mencionado na reportagem.

 

Com informações do G1.

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