Rio Branco, Acre, 25 de novembro de 2020

Efeito Rio-2016: preços sobem durante as olímpiadas

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Com a chegada de muitos turistas no Rio de Janeiro, os brasileiros veem uma grande oportunidade para ganhar dinheiro. Comparando com os preços do ano passado, o comércio carioca inflou e alguns itens de alimentação, principalmente, tiveram aumento médio de 35% em quatro áreas perto de competições da Olimpíada. Alguns produtos chegaram a dobrar de preço.

Dos 56 itens pesquisados, 1 ficou mais barato, 29 continuaram com o mesmo preço e 26 ficaram mais caros, segundo informações do G1. Engenhão e Deodoro registraram a maior parte desses aumentos, enquanto muitos dos produtos vendidos das praias de Copacabana e Barra da Tijuca continuaram com o mesmo valor.

Não foi o caso da garrafa de água. Em um bar no entorno no Engenhão custava R$ 2 no ano passado e passou a ser vendida por R$ 4.

Ao todo, foram pesquisados 13 estabelecimentos, barracas e quiosques de praia. A caipirinha e o guarda-sol também apresentaram forte variação de preço no último ano. Em Copacabana, o drink sofreu aumento de 50%, passando de R$ 10 para R$ 15.

A localidade mais próxima do Parque Olímpico, no entanto, manteve quase todos os preços estáveis.

De quatro lugares pesquisados, duas não reajustaram o preço de nenhum produto ou serviço e outras duas reajustaram apenas os valores do aluguel do guarda-sol, de 14% a 40%, e da cadeira, de 17%.

A crise faz parte das queixas dos comerciantes, mas os jogos trouxeram otimismo na melhora das vendas.

“A expectativa é que, com a Olimpíada, a gente tenha um período bom de vendas em uma época que seria fora da alta temporada”, explica a gerente Josilene Rodrigues, do quiosque Sapore di Itália. Eles mantiveram os preços do coco, da caipirinha e da lata de cerveja, vendidos a R$ 6, R$ 14 e R$ 6,50, respectivamente.

O economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas, destacou que os produtos

“O preço que o comerciante coloca durante o verão não é o mesmo do inverno. O preço tenderia a baixar por ser baixa estação. Fatalmente, à medida que avançarmos em direção ao verão, verificaremos um aumento dos preços relacionados à procura e a demanda”, afirmou o economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas, destacando que os produtos relacionados à orla apenas sofrem um efeito sazonal.

Braz destacou ainda que, caso os profissionais que trabalham na orla decidissem manter os preços de verão neste período do ano, teriam uma grande perda nos lucros, o que obriga a uma estabilidade de preços.

José da Silva, de 49 anos, é dono de uma lanchonete que vende lanches, bebidas variadas e tira gostos. Ele afirmou que até o prefeito Eduardo Paes, durante uma visita ao Parque Radical de Deodoro, comentou que seus produtos estavam muito baratos.

“Ele veio aqui na minha loja. Bebeu café e tomou água. Veio aqui dentro e tudo. Ele foi muito legal comigo, deixou R$ 40 de gorjeta. Falou que eu estava vendendo barato, falou para aumentar um pouco e ganhar dinheiro. Mas o movimento está baixo, eu estou achando um pouco parado. Mas eu creio que melhora, deve melhorar lá para o dia 17”, disse José.

 

Com informações de Notícias ao Minuto.

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