Rio Branco, Acre, 24 de novembro de 2020

Rio Juruá registra menor cota em cinco anos

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Assim como em outras cidades do Acre, o Rio Juruá apresentou, na manhã quinta-feira (4), a menor cota já registrada no últimos cinco anos em Cruzeiro do Sul, quando se iniciou a medição do manancial. Com 2,56 metros nesta quinta, os Bombeiros acreditam que a tendência é que as águas continuem baixando e já cogitam uma seca histórica na segunda maior cidade do Acre.

“Essa questão é no Acre todo e é resultado da influência climática. Estamos enfrentando uma precipitação pluviométrica bem abaixo da média de anos anteriores no mesmo período. E ainda temos mais dois meses de estiagem, que serão de secas mais intensas”, avalia o comandante do Corpo de Bombeiros no município, Marcelo Araújo.

Ele destaca ainda que as cidades que possuem um abastecimento, principalmente pelos rios, acabam sofrendo ainda mais com a seca. Pois, a navegação fica mais complicada.

“Comparado ao Rio Acre, ainda estamos em uma margem de segurança, mas ainda vai baixar. Quanto menor o nível de água, maior o transtorno, principalmente, para os municípios de Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e os ribeirinhos que precisam dos abastecimentos fluviais ”, acrescenta Araújo.

Nível dos rios
Na manhã desta quinta-feira (4), a Defesa Civil informou que Assis Brasil está com 2,80 metros, Brasileia e Epitaciolândia com 1, 08 metro, Xapuri em 1,17 metro e Rio Branco em 1,41 metro. As outras cidades não tiveram os níveis divulgados.

A seca severa que atinge as cidades do Acre fez com que o governo federal reconhecesse a situação de emergência em nove cidades do estado devido às consequências da forte estiagem. A publicação está no Diário da União desta quinta-feira (4). O governador do Acre, Tião Viana,havia assinado um decreto de situação de emergência no dia  de julho 7. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no mesmo dia.

Com a seca, o Rio Acre atingiu o nível mais baixo já registrado na história em Rio Branco, no dia 29 deste mês (1,49 m), desde 1971, ano em que o manancial começou a ser monitorado. A menor marca até então havia sido de 1,50 metro em setembro de 2011.

A prefeitura de Sena Madureira, no interior do Acre, não descarta fazer um decreto de situação de emergência no município por causa da grave estiagem. O rio chegou a 84 centímetros nesta quuinta-feira (4) e registra a pior seca desde 1997, ano em que o manancial começou a ser monitorado.

 

Com informações do G1.

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