Rio Branco, Acre, 24 de novembro de 2020

Enterro de soldado morto em favela do RJ é marcado por comoção em RR

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O corpo do soldado Hélio Vieira Andrade, de 35 anos, morto após ser baleado na favela da Maré, no Rio de Janeiro, foi enterrado por volta das 18h (19 de Brasília) desta segunda-feira (15) no cemitério Campo da Saudade, zona Oeste de Boa Vista. O enterro foi marcado por forte comoção e tristeza.

O sepultamento foi seguido por familiares, amigos e colegas de farda do militar, que acompanharam um cortejo que saiu da Câmara Municipal, onde ocorreu o velório, e seguiram pelas principais avenidas da capital até o cemitério. De acordo com a Polícia Militar, cerca de mil pessoas participaram da cerimônia fúnebre.

Andrade atuava como agente da Força Nacional. Ele estava no Rio de Janeiro desde 2015 e sonhava em trabalhar na Olimpíada, conforme a irmã, Edilene Andrade.

Durante a missa, o comandante-geral da PM em Roraima coronel Dagoberto Gonçalves disse que Andrade foi um herói nacional.

“Ele foi um herói, um marco. Hélio certamente servirá como um motivador, um farol para a gente seguir na nossa labuta. Ele será nossa motivação para nunca recuarmos diante da violência”, frisou.

O soldado da Força Nacional Rafael Pereira, do Piauí, que escapou ileso do ataque também esteve no enterro juntamente com outros agentes. Emocionado, ele entregou a bandeira do Brasil, que cobria o caixão a mãe de Andrade e prestou apoio à família.

“Foi ele que me salvou e eu queria agradecer a vocês por terem criado este homem honrado que foi o Hélio”, destacou Rafael ao abraçar a mãe do soldado morto.

Ao fim do sepultamento, os familiares se reuniram ao redor do túmulo e fizeram uma oração para dar o último adeus ao militar. “Nunca pensei em enterrar meu filho tão cedo. Nunca mais ouvirei a voz dele”, disse a mãe do soldado ao se despedir do filho.

Cerimônia fúnebre reuniu familiares, amigos e colegas de profissão de Hélio (Foto: Valéria Oliveira/ G1 RR)

Cerimônia fúnebre reuniu familiares, amigos e colegas de profissão de Hélio Andrade (Foto: Valéria Oliveira/ G1 RR)

Ataque a agentes
O ataque à Força Nacional aconteceu na quarta (10), depois que três agentes da corporação entraram por engano na favela. Após ser baleado na cabeça e socorrido em estado grave no Hospital Salgado Filho, Hélio foi operado por uma equipe de três neurocirurgiões durante 4 horas e meia.

O soldado Hélio teve morte cerebral declarada na noite de quinta (11). O óbito oficial foi confirmado às 10h25 do sábado (12).

De acordo com o coronel Dagoberto Gonçalves, o soldado morava no Rio de Janeiro desde 2015 e estava atuando na Força Nacional durante as Olimpíadas. Ele ingressou na PM de Roraima em 2003 e integra a Força Nacional desde 2014.

Além de Hélio, outro agente da Força Nacional ficou ferido no ataque. O capitão Alen Marcos Rodrigues Ferreira, que atua em Cruzeiro do Sul, no Acre, teve ferimentos leves. O soldado Rafael Pereira, do Piauí, que também estava no veículo, escapou ileso.

Reforço nas Olimpíadas
Cerca de 6 mil agentes da Força Nacional, de vários estados, foram enviados ao Rio para reforçar a segurança durante os Jogos Olímpicos.

 

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