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Com o Pé Esquerdo

Artigo de Opinião

por Leandro Altheman

A campanha nem bem começou e a coordenação (?) de campanha de Ilderlei Cordeiro já acumula tropeços.

Ilderlei, ou sua assessoria, transparece não saber mesmo a diferença entre o público e privado do candidato. Esconde o que deveria mostrar, e ostenta, aquilo que o bom senso recomendaria maior prudência e discrição.

O episódio das Olimpíadas foi revelador de como Ilderlei não sabe muito bem onde está pisando. Ao invés de dar ampla divulgação de sua visita às Olimpíadas e traçar paralelos sobre, quem sabe, projetos na área de esporte para Cruzeiro do Sul (pretensamente, uma de suas principais bandeiras), Ilderlei preferiu silenciar nas redes sociais, postando, ao invés das gloriosas Olimpíadas, uma foto desbotada de um campeonato de pelada de 2004. Mas algum ‘gaiato’ acabou tirando uma foto dele em uma transmissão do Sport TV, e encaminhou a este jornal.

E aí, sinto muito, mas um pré-candidato a prefeito de Cruzeiro do Sul nas Olimpíadas é notícia, pelo menos em Cruzeiro do Sul. Quem duvida, veja que alguns dos principais sites noticiam assuntos muito menos relevantes. Isso sem qualquer juízo de valor sobre o fato de ir ou não às Olimpíadas.

Dar a isso o tom positivo, ou negativo, depende de sua assessoria, ou de o candidato saber exatamente o que está se fazendo.

O segundo tropeço foi a ampla divulgação dada à sua declaração de bens de 28 milhões. Olha, eu nem sei bem porque, já que do meu ponto de vista, me parece mais honesto declarar os bens do que subvalorá-los, como evidentemente, fez Vagner Sales (1 milhão e 780 mil, faz-me rir!). Mas, vai entender o povo, e acabou pegando mal, como se estivesse ‘ostentando’.

Para piorar a coisa, o ‘candidato ostentação’, ou seus apoiadores, acabaram abrindo a ‘caixa de pandora’, com gente questionando, dessa vez, vejam só, se esse patrimônio todo é dele mesmo, ou ele declarou os bens dos pais que ainda não foram inventariados?

A estratégia era clara: mostrar que ele não está ‘quebrado’ como andou se comentando pela cidade.

Ocorre que quem jogou isso ao vento, de que ele teria ‘lascado’ os bens da família, foram seus apoiadores e não seus adversários. A história de que Ilderlei não sabia administrar nem o ‘galinheiro da família’ é de autoria do mesmo rei da bravata que prometeu andar de saias sobre a ponte, caso ela ficasse pronta. Não deveriam enviar essa pergunta ao campo adversário, mas ao próprio apoiador Vagner Sales. É com o Vagner que Ilderlei está brigando? Porque a sua adversária, Dra. Carla, nunca citou isso.

A estratégia, como naquelas brincadeiras de ‘batalha naval’, deu ‘água’.

A emenda seguinte foi questionar o fato de que a Dra. Carla não declarou bem algum ao TRE.

É incrível como em um país tão acostumado à corrupção, justamente a honestidade e transparência a que ninguém ousa, passa a ser alvo de desconfiança.

Lançar uma desconfiança dessa, no dia da padroeira?

Além da falta de ‘timing’, acho que deve dar azar.

Também soa arrogante a ideia de que só pode governar uma cidade quem tem dinheiro. Esse tempo já acabou. No dia 03 de outubro vamos apenas saber se os cruzeirenses já se deram conta disso.

A pergunta sobre como uma pessoa que não tem bens pode administrar uma cidade, será respondida durante a campanha. Como? Simples: sem desviar nenhum centavo.

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