Rio Branco, Acre, 20 de janeiro de 2021

Governo prevê piora da estiagem do Rio Acre e reforça ações de combate

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O governador Tião Viana se reuniu na tarde desta segunda-feira, 1, com parte de sua equipe técnica ambiental e do setor produtivo para discutir a situação da seca que assola todo o Acre. Com a previsão de ausência de chuvas para o mês de agosto, a seca deve entrar em seu período mais crítico pelos próximos 45 dias, mesmo que o Rio Acre já registre 1,45 metro, o menor nível em 45 anos.

“Todos os nossos gestores estão de parabéns pelo trabalho que estão desenvolvendo no combate à seca, mas precisamos criar um alarme verdadeiro para mostrar à população o que estamos fazendo e precisamos do apoio de toda a sociedade”, disse o governador.

Segundo a diretora técnica do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Vera Reis, até agora o déficit de chuvas no último trimestre é de 400 milímetros no Acre. Com isso, todo o estado está com alta criticidade de incêndios e apenas os municípios de Cruzeiro do Sul, Jordão, Porto Walter e Xapuri não estão com seus rios em níveis críticos.

Mesmo esta já sendo a maior seca da história do Acre, os gestores ambientais alertam que nível crítico máximo ainda não chegou. “Estamos vivenciando um dos trimestres mais secos que tivemos no estado em nossa série histórica. Em agosto a tendência é que a situação possa piorar, principalmente em termos de déficit hídrico e déficit térmico, que poderá aumentar o risco de fogo na região”, explica Vera Reis.

Tião Viana reuniu gestores e técnicos para reforçar as medidas de combate aos impactos da seca histórica (Foto: Sergio Vale/Secom)

Medidas energéticas

O governo prevê ainda, que entre 10 a 15 dias, a seca do Rio Acre na capital possa chegar a 1,25m, a medida que anteriormente foi considerada o ápice da seca. Para manter o abastecimento de Rio Branco normal com o rio abaixo dessa medida, o Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa) estuda a construção de uma barragem para manter a captação de 1.400 litros por segundo e assim evitar o risco de racionamento de água.

O combate a incêndios e desmatamentos também está sendo reforçado. Tião Viana planeja pedir apoio de pelo menos 300 homens do Exército, além de helicópteros e tratores. O comandante da Defesa Civil de Rio Branco, coronel George, conta que a colaboração e conscientização de todos é essencial neste momento.

“Em geral, essas cotas muito baixas dos rios acreanos são atingidas na primeira metade do mês de setembro. Isso representa um risco de fogo muito forte e já estamos fazendo a campanha de sensibilização, para que os produtores não queimem, porque é um risco muito alto. A utilização do fogo está proibida e quem usar sofrerá as devidas consequências”, conta o coronel.

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