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Jovem que matou PM no Acre tem mais de 25 passagens pela polícia

Por Redação Juruá em Tempo.24 de agosto de 20163 Minutos de Leitura
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O jovem Kennedy Silva Magalhães, de 23 anos, apontado como autor do disparo que matou o cabo da Polícia Militar do Acre Alexandro Aparecido dos Santos, de 36 anos, no último dia 15, tem várias passagens pelo sistema prisional, conforme a Polícia Civil. Magalhães teria tomado a arma do policial durante uma abordagem, no bairro Novo Horizonte, em Rio Branco, e efetuado um disparo contra o cabo.

Entre os crimes descritos na ficha criminal do jovem estão: tráfico de drogas, furto, furto qualificado, roubo, disparo de arma de fogo, lesão corporal dolosa, ameaças, falta de permissão ou habilitação para dirigir, um homicídio doloso na forma tentada e homicídio doloso.

O primeiro crime foi registrado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), quando Magalhães era menor, em 2013. Em todas as delegacias regionais da capital acreana, segundo a Polícia Civil, há registro do jovem.

Para o comandante da PM, coronel Júlio César, as constantes passagens tornou o jovem conhecido, não somente pelas equipes do 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM), responsável pela policiamento na região da Baixada, mas também por outros policiais dos demais batalhões.

“Esse negócio de dizer que estava sendo perseguido é complicado porque o trabalho da polícia é observar, abordar e incomodar as pessoas que estão em constante prática de crime. Se a gente não fizer esse papel, as coisas perdem a direção”, explicou.

Entenda o caso
O cabo da PM Alexandro Aparecido dos Santos foi morto com um tiro no pescoço durante uma abordagem a três pessoas no bairro Novo Horizonte.

Um dos homens que foi abordado reagiu à ação, iniciou uma luta com policiais, conseguiu pegar uma das armas a acabou dando um tiro que vitimou o PM.

A polícia informou que dois dos envolvidos foram presos no momento da ocorrência, incluindo o que efetuou o disparo. O terceiro homem conseguiu fugir do local. Ao reconhecer o corpo do marido no Instituto Médico Legal (IML) a mulher do cabo, Nara Aline Santos, de 25 anos, passou mal.

A PM divulgou uma nota lamentando o ocorrido. “O governo ressalta que o policial foi morto durante o exercício da profissão e combatendo a criminalidade”, disse.

O documento diz ainda que o PM possuía conduta “ilibada” e nunca houve processo contra ele na corregedoria da instituição. “A sociedade acreana perde um defensor da ordem pública que, na condição de policial militar, lutou até o fim contra a criminalidade”, finaliza a nota.

O corpo de Santos foi conduzido em um cortejo até o Aeroporto Plácido de Castro, no último dia 16. Mesmo abalados, mais de 200 policiais militares acompanharam o cortejo do colega. O cabo foi levado para a cidade de Vilhena (RO), onde foi enterrado.

O especialista em segurança Marcos do Val, analisou o vídeo  que mostra o momento exato em que o cabo foi baleado e morto. Do Val, que é instrutor da Swat, afirmou que não houve erro por parte dos policiais e que a morte de Santos pode ser atribuída a uma “fatalidade”.

 

Com informações do G1.

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