Rio Branco, Acre, 20 de janeiro de 2021

Quase 4 mil hectares já foram queimados na Capital

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Imagens de satélites analisadas por pesquisadores do Setor de Estudos da Terra e Mudanças Climáticas Globais (SETEM) do Parque Zoobotânico da UFAC revelaram que desde o dia 27 de julho passado quase 4 mil hectares de florestas localizadas no entorno da cidade de Rio Branco e em municípios vizinhos já foram destruídas por incêndios causados por agricultores ou surgidos espontaneamente em razão da seca severa que afeta a região.

Segundo Sonaira Souza da Silva, pesquisadora do SETEM/PZ/UFAC e Doutoranda no INPA, do dia 27 de julho passado até a tarde de hoje (26/08) já foram contabilizadas 3.850 ha de florestas incendiadas apenas nos municípios de Rio Branco, Bujari, Capixaba e Porto Acre. Até agora, Capixaba e Bujari foram os municípios mais afetados pelos incêndios florestais, com 1.450 e 1.200 hectares de floresta queimadas.

Segundo a pesquisadora, a maior parte das florestas queimadas em Capixaba localiza-se no entorno da Usina Alcobrás e existe a possibilidade de que esses incêndios florestais tenham se iniciado com a queima ocorrida nos canaviais adjacentes à usina.

Suspeita-se que parte da fumaça que tem poluído severamente a cidade de Rio Branco nestes últimos três dias seja oriunda da queima dos canaviais e das florestas do entorno da Alcobrás.

Sonaira Silva alertou que é preciso agir com firmeza para combater os incêndios nas florestas da região e evitar que a situação fique fora de controle. De outra forma, é possível que o desastre ocorrido durante a seca de 2005 possa se repetir neste ano.

Segundo a pesquisadora, em 2005, a maior parte dos incêndios que afetaram mais de 200 mil hectares de florestas nativas na região leste do Acre aconteceu a partir de meados de setembro. Em 2016, entretanto, os incêndios florestais têm sido detectados desde o final de julho e poderão, em razão da seca extrema que estamos vivenciando, se estender até outubro.

Questionada se a ‘crise da fumaça’ em Rio Branco poderá ser superada rapidamente, a pesquisadora e outros membros da equipe de pesquisa do SETEM/PZ/UFAC acreditam que tudo dependerá da diminuição no número de focos de calor na região leste do Acre e em estados e países vizinhos. Outra esperança é que a seca severa seja interrompida por chuvas abundantes que possam interromper a atual escalada de incêndios florestais observados na região.

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