Rio Branco, Acre, 23 de novembro de 2020

Greve dos bancários fecha mais de 40 agências no Acre

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Mais de 40 agências bancárias deixaram de abrir em Rio Branco e no interior do Acre nesta quinta-feira (8), terceiro dia de paralisação nacional dos bancários, segundo estima o Sindicato dos Bancários do Acre (Seeb-AC). O número representa ao menos 70% das 57 agências de todo o estado.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 14,78%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação, além de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários, mais R$ 8.317,90 fixos para todos.

O presidente do sindicato, Edmar Batistela, afirma que a paralisação se estenderá pelo menos até a próxima sexta (9), quando será realizada uma negociação nacional da categoria com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban). Até lá, a categoria afirma que ao menos 80% dos clientes acreanos estão sendo prejudicados com a greve.

“A paralisação vai depender dessa rodada de negociação que ocorre na sexta para ver se vai melhorar a contraproposta deles. Com isso, pode ser que na próxima semana, a gente faça uma assembleia”, afirma Batistela.

Apesar de dizer que a maioria dos clientes ficam prejudicados com a paralisação, o presidente do sindicato destaca que os bancos oferecem diversos canais alternativos para a realização de transações financeiras.

“Tem muitas transações que precisam ser feitas dentro das agências, então, infelizmente esse atendimento fica prejudicado. Mas, os clientes podem fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, além de casas lotéricas”, explica o presidente do sindicato.

Reivindicações nacionais
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6,5%  sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.

Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban, o braço sindical dos bancos), a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.

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