Rio Branco, Acre, 27 de novembro de 2020

Médica é acusada de agredir criança com dow no Acre

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O Conselho Regional de Medicina e o Governo do Estado não irão punir a médica Sirlândia Brito pela agressão a uma criança com Síndrome de Down em uma unidade administrativa da Unimed. Sirlândia Brito, a médica acusada, ´trabalha para o Governo do Estado em Feijó.

O CRM argumenta que, embora o caso seja lamentável, não há como investigar o caso porque a médica não estava no exercício da profissão. O Governo do Estado acompanha raciocínio semelhante. O argumento da Secretaria de Estado de Saúde é que o problema não ocorreu em uma unidade pública.

O caso ocorreu na quarta-feira, dia 14, e foi registrado pelas câmeras de segurança. Além de bater no garoto, a médica continuou a agressão, com palavras. Mesmo após ser informada pela mãe do menino que ele tinha a doença, Sirlândia não hesitou.

“Ela começou a xingar ele (sic). Disse que ele era doido, que era débil mental, que criança como ele não podia andar em sociedade, que tinha que andar amarrado”, indigna-se a mãe Liliane de Aguiar Carlos Pereira. “Eu fiquei muito nervosa e comecei a chorar. Eu travei. Nesse momento do xingamento, eu não sabia que ela tinha batido nele. Uma moça que estava sendo atendida foi quem me informou”.

Liliane de Aguiar Carlos Pereira relata que o marido chegou momentos após e buscou saber quem havia batido no filho. O marido da médica que a acompanhava disse que “havia sido um reflexo” (uma reação automática da médica).

A médica, segundo declaração da mãe, continuou a falar palavrões em relação ao garoto e à família. A segurança do local foi acionada. O guarda e o próprio marido da médica tentaram acalmá-la. Mas, mesmo assim, as agressões verbais continuavam.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Primeira Delegacia Regional. “Quero ressaltar que, além de todo transtorno que ela causou à minha família, ela causou principalmente ao meu filho. Ele está tendo pesadelo. Ele nunca teve pesadelo”, lamenta a mãe. “Ele não sabe se expressar de forma convencional. Se ele deu um tapa nela foi uma forma de chamar a atenção dela. Não foi para agredi-la”.

A mãe tem um raciocínio cristalino na defesa do filho. “Por que ele não pode viver em sociedade? Ele é uma criança e ele é, acima de tudo, um ser humano. Ele tem que ser respeitado por ser humano”, exige a mãe.

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