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Assessores de Major Rocha são presos por suspeita de envolvimento em facção

Por Redação Juruá em Tempo.15 de setembro de 2016Updated:15 de setembro de 20162 Minutos de Leitura
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A Operação Êxodo, desencadeada pela Polícia Civil do Acre, prendeu nesta quinta-feira (15), dois assessores parlamentares do deputado federal Wherles Rocha (PSDB-AC) por suspeita de participação em uma organização criminosa que atua no estado. São eles: Erika Cristina de Oliveira e Mariceldo Silva do Nascimento. A operação investiga pessoas que agiam na prática de homicídio, roubo, tráfico, associação para o tráfico, associação criminosa, além de ataques contra patrimônios no Acre. Ao todo, 63 pessoas foram presas, sendo sete em Cruzeiro do Sul, no interior do estado, e 56 na capital acreana. Segundo a Polícia Civil, Erika e Nascimento são casados e eram responsáveis por organizar reuniões e comandar ataques e outros crimes. Rocha é o autor da denúncia formal contra Lula na Operação Lava Jato.

De acordo com o delegado responsável pela operação, Alcino Loureiro, os envolvidos no esquema “faziam até bingos para fortalecer a compra de armas e financiar, inclusive, outros presos e seus familiares”. Entre os presos estão empresários e assessores parlamentares que teriam participação diretamente com a organização, segundo a polícia.

“Foi presa uma assessora parlamentar com vínculo formal e um assessor com vínculo informal do deputado federal Rocha. A participação deles está bem delineada na investigação. São integrantes de uma organização criminosa, e fazem parte do alto escalão dessa organização. Inclusive, a própria Erika convocava reuniões e participava ativamente da organização”, afirmou o delegado.

Em nota, o deputado confirmou que a mulher era assessora dele e que desconhecia que Nascimento tinha envolvimento com o crime. “Ao tomar conhecimento da denúncia, foi solicitado o imediato afastamento da assessora, até que se esclareçam os fatos. Quanto ao marido da mesma, o parlamentar desconhecia qualquer tipo de envolvimento do mesmo com atos ilícitos ou criminosos e o tinha como um trabalhador, pois este era beneficiário de um box em mercado público municipal”, diz o texto. “E por fim, o deputado federal major Rocha, policial militar reformado, repele veementemente qualquer intenção de relacioná-lo com ações criminosas”, diz a nota.

Fonte: Brasil 247

 

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