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Moro mantém prisão de lobista que atuava como operador do PMDB

Por Redação Juruá em Tempo.26 de setembro de 20162 Minutos de Leitura
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O juiz federal Sérgio Moro manteve a odem de prisão preventiva do lobista João Augusto Henriques, apontado como operador de propinas do PMDB, na última quinta-feira (22). Na decisão sobre o caso, o magistrado afirma que “não há razões que justifiquem a revogaçação” da custódia.

Capturado na 19ª fase da Operação Lava Jato, Henriques já está preso há um ano. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, ele foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão em fevereiro deste ano por corrupção. A ação penal era sobre o afretamento do navio sonda Titanium Explorer pela Petrobrás. No ínicio de junho deste ano, ele foi alvo de novo pedido de prisão preventiva.

A Procuradoria Geral da República havia se manivestado favorável à manutenção da prisão de Henriques. “A alegação da defesa de que o decreto prisional novo impediria a progressão de regime pela pena cominada na ação penal não é totalmente correta. A segunda preventiva impede mesmo a progressão, mas isso não é suficiente para justificar a sua revogação”, explicou o juiz de Curitiba.

“A alegação do acusado de que seus ativos no exterior estariam sequestrados, tem o Juízo ciência de uma única conta bloqueada, a Stingdale, com US$ 4,5 milhões, valor inferior ao necessário para recuperação do produto do crime ou para reparação do dano nas duas ações penais em trâmite contra o Requerente (João Augusto Henriques).”

O operador do PSDB também é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no mesmo processo de Cláudia Cruz, esposa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Henriques também é investigado da Operação Arquivo X, que prendeu e soltou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

De acordo com as investigações da Arquivo X, João Augusto Henriques teria recebido montantes do suposto esquema de corrupção no contrato de US$ 922 milhões para construção de módulos das plataformas de exploração de petróleo P-67 e P-60 da Petrobrás.

O partido nega que Henriques ou qualquer outra pessoa tenha agido em seu nome para arrecadar valores ilícitos.

 

Com informações de Notícias ao Minuto.

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