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Operação G7 fracassa em apresentar provas conclusivas sobre acusação de fraude em licitações

Por Redação Juruá em Tempo.27 de setembro de 2016Updated:27 de setembro de 20164 Minutos de Leitura
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Deflagrada em maio de 2013 em meio à pirotecnia e sob os holofotes da imprensa nacional e estadual, a Operação G7 tem cada vez mais se revelado um fiasco do ponto de vista jurídico.

Coordenadas pelo delegado Maurício Moscardi, as ações da PF tiveram forte impacto sobre a mídia, fornecendo pautas que alimentaram a imprensa durante mais de um ano. Entre estas pautas estiveram a prisão do secretário de obras Wolvenar Camargo e do sobrinho de Tião Viana, Tiago Paiva, mas o objetivo da operação, que era recolher provas de um suposto esquema de fraude em licitações, aparentemente não foi cumprido. O resultado tem sido a absolvição dos acusados por falta de provas.

Na última sexta-feira oito pessoas, sete empresários e o ex-secretário de obras Wolvenar Camago, investigadas na Operação G-7 foram absolvidas pela Justiça Federal. Este é o segundo processo em que o ex-secretário é absolvido.

O grupo era investigado por suspeita de fraude para beneficiar uma construtora no processo de licitação da construção de um hospital no município de Brasileia, interior do Acre.

Além do secretário foram absolvidos os empresários Acrinaldo Pontes, Delcimar de Souza, João Albuquerque, João Braga Campos Filho, João Salomão, Mário Yonekura e Sérgio Murata.

Em setembro do ano passado a justiça federal também absolveu o sobrinho do governador Tião Viana, Tiago Paiva juntamente com quatro dos seis réus suspeitos de fazer parte de um esquema de fraude a licitações no sistema público de Saúde do Acre. Tiago era então o diretor de Análises Clínicas da Secretaria de Saúde do Acre.

Palanque

Mesmo que as ações da Operação G7 se revelem hoje, inconsistentes, foram amplamente utilizadas nos debates eleitorais de 2014.

Mas o prejuízo maior foi para a vida dos acusados. Vítimas de linchamento moral, há relatos de relatos de falências, agressões verbais nas ruas e problemas psicológicos. O mais grave deles é o caso do empresário Carlos Sassai, ex-presidente da FIEAC. Após sofrer um AVC, o empresário entrou em coma e faleceu em junho deste ano.

Wolvenar Camargo, engenheiro de formação e secretário de obra na época da operação, teve seu quadro de saúde piorado. Interrompeu a carreira de gestor público, depois de uma passagem de sucesso pela prefeitura de Rio Branco durante a gestão de Jorge Viana.

Ex-superintendente da CEF Aurélio Cruz chegou a ser demitido da Caixa depois de décadas de serviços prestados, mas ao final foi absolvido e reintegrado aos seus quadros.

Mantidas as devidas proporções, o caso guarda semelhanças como o da Escola de Base em São Paulo quando professores e diretores foram acusados de violência sexual contra crianças. O caso foi posteriormente encerrado pro falta de evidências, mas os acusados tiveram prejuízos morais e econômicos incalculáveis. A Rede Globo foi condenada a pagar R$1,35 milhão de indenizações por reportagens que deram as acusações como fato comprovado.

O governador Tião Viana foi bastante criticado à época por manter alguns dos investigados em seus cargos mesmo quando a orientação era para que os demitisse. Um caso raro na política, de lealdade e confiança na honestidade de seus auxiliares que o tempo provou ser a decisão correta.

‘Delegado das Mordomias’

mauricio-moscardi-grillo-reproducao-do-youtube Celebrado por setores da imprensa que fazem oposição ao governo do estado, Maurício Moscardi é atualmente investigado pela corregedoria da Polícia Federal no Paraná por ter forjado um relatório sobre o grampo telefônico instalado no celular do doleiro Alberto Youssef. Leia Mais

gvise-mosaico
No portal da Transparência, é que, em 2015, a Superintendência Regional do DPF no Paraná efetuou “gastos sigilosos, com pagamentos efetuados com Cartões de Pagamentos do Governo Federal” da ordem de R$ 352.458,74. Outros R$ 4.683.400,75, da mesma verba sigilosa, destinaram-se a diárias. As especificações destas despesas como constam do portal, são “bloqueadas”, por serem “informações protegidas por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”.

Moscardi ainda é retratado na imprensa paranaense como o ‘delegado das mordomias’, por ter instalado uma ‘cozinha gourmet’ no prédio da PF.   Após a denúncia, Moscardi perdeu a chefia e ainda deve ser investigado sobre a origem do recurso, que usou verba não-declarada da PF, provavelmente fruto de doação de algum juiz federal ou das chamadas ‘verbas secretas’, destinadas sobretudo ao combate ao tráfico de drogas. A suntuosidade do prédio chefiado por Moscardi contrasta com a falta de verba para o pagamento de energia elétrica, por exemplo. Leia mais

 

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