Rio Branco, Acre, 29 de novembro de 2020

Jovem que assassinou namorada, planejou pedido de casamento

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Muito abalada, Maria Rocha da Silva, de 56 anos, falou sobre a sobrinha Saionara Santiago Rocha, de 24, morta a facadas na última segunda-feira (3) pelo namorado, o estudante de direito Pedro Frederico Andrade Salgado, de 23 anos. O crime ocorreu no apartamento onde o casal morava, em Goiânia. A jovem é natural da cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre.

Maria revelou que o casal chegou a iniciar uma viagem para o Acre, onde Salgado planejava pedir a vítima em casamento. Segundo ela, os dois viajaram de carro até Vilhena (RO), mas a sobrinha ligou avisando de um problema no veículo e decidiram voltar para casa.

“Ela dizia que ele era uma ótima pessoa. Nunca ligou para falar nada dele, só repetia que ele era ótimo e agora aconteceu essa tragédia. Estamos vendo o preço para trazer o corpo para o Acre, pois não há ninguém lá, apenas uma amiga dela, mas não deixam ela ver o corpo”, lamentou Maria.

O estudante de direito foi preso e apresentado pela Polícia Civil na quarta-feira (5), em Goiânia, quando confessou o crime. Salgado alegou que matou a jovem porque ela teria feito “chacota” dele. Segundo a polícia, ele deu duas facadas no peito da vítima e depois tentou degolar Saionara, mas desistiu ao perceber que ela já estava morta.

A tia da jovem relatou ainda que, no último domingo (2), a vítima ligou e contou que o namorado tinha saído para comprar um sapato alegando que faria uma viagem na segunda (3), dia em que ocorreu o crime. Para a família, isso demonstrou que o crime foi premeditado.

“Ele já estava planejando matá-la. Disseram que ele matou na segunda [3] à noite, viajou, e no outro dia voltou. Quando chegou no apartamento, chorou, gritou, dizendo que tinham invadido e que tinham matado a mulher dele. Quase todo dia a gente falava com ela, quando ela não ligava nós ligávamos, ficávamos sem falar no máximo um dia. Agora fica só a saudade”, acrescentou.

Maria relatou ainda que inicialmente Saionara não contou à família que havia ido morar com o namorado. A tia disse que desconfiou e a jovem acabou contando. Após isso, disse ter alertado a sobrinha sobre não conhecer muito bem o estudante de direito.

A jovem saiu de Cruzeiro do Sul, município no interior do Acre, onde morava com a família em busca de um emprego em Goiás. A tia alegou ainda que Saionara estaria grávida de cinco meses. Porém, segundo a polícia, exames feitos após a morte descartaram essa hipótese.

“A Saionara estava morando lá há cinco meses e, até então, ainda não tinha conseguido trabalho, foi para três entrevistas e não foi chamada. Ela se envolveu com esse rapaz e ele convidou para morar junto no apartamento dele, alegou que a Saionara pagava aluguel e com ele não pagaria, disse também que conseguiria um trabalho para ela”, contou a tia.

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