Rio Branco, Acre, 29 de novembro de 2020

Medo do desemprego diminui em setembro

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O Índice de Medo do Desemprego caiu 6,7 pontos em setembro, para 61,2 pontos, na comparação com junho (pesquisa anterior), mas ainda está acima da média histórica, informou nesta terça-feira (11) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ao mesmo tempo, acrescentou a entidade, o chamado índice de satisfação com a vida cresceu 2,5 pontos no mês passado – para 67 pontos. Apesar da melhora, ainda está entre os “menores índices da série histórica”.

Segundo a CNI, o índice do medo do desemprego e de satisfação com a vida resultam de pesquisa realizada entre 20 e 25 de setembro com 2.002 pessoas em 143 municípios do país.

Os indicadores variam de zero a 100 pontos. No caso do desemprego, mais alto for o índice, maior é o medo de ficar sem emprego e, no que se refere à satisfação com a vida, quanto maior for o indicador, melhor é a percepção dos entrevistados.

“Os dois índices acompanham a melhoria da confiança da população. Com a mudança de governo, melhoraram as perspectivas de recuperação da economia, embora o desemprego continue crescendo e a renda real esteja em queda”, avaliou o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

O aumento da confiança, segundo ele, é efeito do início da solução da crise política.

Medo do desemprego
Sobre o índice do medo do desemprego, a entidade informou que, em 61,2 pontos em setembro, ainda está 13 pontos acima de sua média histórica (48,2 pontos).

“O medo do desemprego é maior entre os entrevistados com renda familiar mais baixa. Entre as pessoas com renda familiar superior a cinco salários, o IMD [índice do medo do desemprego] foi de 49,8 pontos. O índice sobe para 67,9 pontos entre aqueles com renda familiar de mais de um até dois salários mínimos e para 66,9 pontos entre os com renda familiar até um salário mínimo”, informou a CNI.

Ainda segundo a entidade, esse comportamento se explica pela “maior vulnerabilidade das famílias com menor renda à perda do emprego, ou seja, à redução da renda, sobretudo,
nesse momento de crise”.

Satisfação com a vida
No caso da satisfação com a vida, informou a CNI, o índice registrou o segundo crescimento seguido em setembro, para 67 pontos.

“Ainda assim, também se encontra distante da média histórica, de 70 pontos. A satisfação com a vida é maior no grupo de renda familiar acima de cinco salários mínimos, com um indicador de 70,9 pontos. Entre os com renda familiar de até 1 salário mínimo é de 65 pontos”, acrescentou a entidade.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a satisfação com a vida é maior entre os residentes do interior, na comparação com os moradores das capitais ou periferias.

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