Rio Branco, Acre, 24 de novembro de 2020

Vendas do comércio caem 0,6% em agosto

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As vendas do comércio varejista brasileiro seguiram em queda em agosto. Em relação ao mês anterior, a retração foi de 0,6%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (18).

“Com a piora no mercado de trabalho, com a aceleração dos preços e as taxas de juros ainda elevadas… isso inibe as compras no varejo. Todo aquele consumo que você pode postergar ou substituir acaba sendo impactado”, disse Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE.

Segundo Isabella, em agosto, o varejo está 12,9% abaixo do nível de novembro de 2014, quando foi registrado o “momento mais alto” da atividade. “Era um momento do mercado de trabalho em crescimento e de inflação mais controlada, além de incentivos ao crédito para o consumidor”.

De julho para agosto, a maioria dos segmentos do comércio registrou baixa nas vendas, com destaque partindo de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,8%), além de móveis e eletrodomésticos (-2,1%).

“Grande parte das atividades está caindo há mais de dois anos. A que cai menos é a farmacêutica, que começou a apresentar queda em abril deste ano. Lembrando que, em abril, o governo soltou um reajuste no preço de medicamentos que há dez anos não era feito”, afirmou a gerente do IBGE.

Um ano atrás
Já na comparação com agosto do ano anterior, as vendas do comércio recuaram 5,5%. No ano, de janeiro a agosto, o varejo acumula perdas de 6,6%, e em 12 meses, de 6,7%.

Na contramão, as vendas dos hipermercados frearam uma retração ainda mais intensa do varejo brasileiro. O setor, que tem o maior peso no índice nacional, cresceu 0,8%.

“Mesmo sobrando mais recursos por conta das famílias estarem concentrando seus gastos numa atividade que é básica, que é o setor supermercadista, mesmo essa atividade mostra um recuo em relação ao ano de 2015, indicando que as famílias vêm reduzindo o patamar de consumo nos supermercados, seja pela mudança no mix de produtos, procurando produtos de marcas menos conhecidas, seja fazendo uso de embalagens econômicas que podem fazer render mais o dinheiro do consumidor.”

Nessa base de comparação, os resultados negativos também predomiram os segmentos do varejo. Os principais impactos partiram de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%), de combustíveis e lubrificantes (-10,0%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,8%).

Acre e Paraíba
Das 27 unidades da federação, o comércio de 23 foi mais fraco do que no mês anterior. As maiores quedas partiram do Acre (-4,2%) e do Amazonas (-3,3%). Já a Paraíba (1,8%), o Rio de Janeiro (0,9%), Rondônia (0,7%) e Tocantins (0,4%) conseguiram aumentar o volume de vendas de julho para agosto.

Na comparação com agosto de 2015, a redução do volume de vendas no varejo também teve perfil disseminado, que alcançou 25 das 27 unidades da federação. Os destaques, em termos de magnitude de taxa, foram: Amapá (-19,4%) e Pará (-14,6%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se, com as principais influências, São Paulo (-2,9%) e Rio de Janeiro (-7,8%).

Varejo ampliado
O comércio varejista ampliado, que inclui mais setores no cálculo do indicador, recuou 2%, puxado principalmente pela retração de 4,8% nas vendas de veículos e motos, partes e peças. Por outro lado, o segmento de material de construção cresceu 1,8%.

Receita nominal
Para receita nominal, foi registrada alta de 0,5% em relação a julho – a quarta taxa positiva seguida. Já na comparação com agosto de 2015, o avanço foi de 6,6%. No ano, a receita tem aumento de 5,1% e, em 12 meses, de 4,1%.

 

Com informações do G1.

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