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Câmara Municipal de Vereadores é marcada por protestos na última sessão do ano

Por Redação Juruá em Tempo. 02/12/2016 16:57 Atualizado em 02/12/2016 17:24
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Na noite da última quinta-feira (01), a última sessão anual da Câmara Municipal de Vereadores de Cruzeiro do Sul foi marcada por protestos e xingamentos por parte da população que se fez presente no local. Através de cartazes e gritos, os populares tentavam chamar a atenção dos vereadores, após a aprovação de algumas medidas pelos parlamentares; a principal delas, a aprovação do aumento do salário dos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários.

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Mesmo em meio a protestos, alguns projetos importantes foram aprovados, entre eles, o código de ética, a criação do Conselho Municipal de Turismo e o orçamento de R$118 milhões do município para ano que vem, sendo pouco mais de R$ 4 milhões para câmara.

Entre os rejeitados, e que já havia sido retirado pela presidente da casa a vereadora Rocilda Sales, estava o projeto que tratava da criação das subprefeituras. Rocilda Sales, que não estava presente na sessão, já havia garantido na semana passada que a proposta seria discutida com a sociedade, mas a mesma acabou voltando atrás e colocando o projeto em pauta na noite de ontem. Após a surpresa dos parlamentares, o projeto foi rejeitado.

Indignado e bastante envergonhado, o estudante universitário Paulo Henrique, fez questão de falar sobre o projeto que aumenta o salário dos prefeitos e vereadores do município.

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“O que a gente viu aqui hoje foi vergonhoso! Uma imoralidade contra a população de Cruzeiro do Sul. Eu ouvi um dos vereadores dizer que só aumentou dois mil reais, mais enquanto isso os professores vivem em condições precárias, estavam, a quatro meses sem receber, estão recebendo um salário miserável para poder estar dentro de uma sala de aula, ajudando na educação dos alunos, que não é uma tarefa fácil”, ressaltou o universitário.

Além de falar sobre o projeto, o universitário ainda fez questão de ressaltar a situação precária que vive a cidade de Cruzeiro do Sul, com falta de pavimentação, médicos e remédios nos postos de saúde.

“Nós estamos vendo a situação que está nossa cidade! Falta pavimentação, falta suporte nos postos de saúde e enquanto tudo isso acontece, eles estão ai dentro aumentando o salário deles, em apenas dois mil reais, o que é uma coisa pouca para eles, já que eles parecem ser bem humildes. É de uma ética moral sem tamanho! Estou com vergonha alheia, de tudo o que ouvi ai dentro”, finalizou.

Vale ressaltar ainda que, devido a algumas matérias, o fechamento dos trabalhos dos parlamentares que estava previsto para ontem (01), foi adiado para a próxima terça-feira (06).

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