Rio Branco, Acre, 30 de outubro de 2020

Te cuida Petecão! Ney Amorim afirma que devolverá segunda cadeira de senador para FPA

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Ney Amorim diz em Cruzeiro do Sul que vai lutar ao lado de Jorge Viana para buscar a segunda cadeira de senador para a Frente Popular
Segundo o pré-candidato, quem tem que se cuidar é Petecão e os demais candidatos da oposição porque ele vai brigar pela vaga

Tião Maia – De Cruzeiro do Sul

Um dos discursos mais esperados durante o encontro do PT e da Frente Popular do Acre (FPA) realizado em Cruzeiro do Sul, no último sábado, com a reunião de um público capaz de lotar todos os lugares do Teatro dos Nauas, foi o do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual petista Ney Amorim.

Tanta espera se devia ao fato de que, pela primeira vez, o deputado falaria publicamente na segunda maior região do Estado sobre as especulações em torno de sua pré-candidatura ao Senado.

Ao falar, o deputado foi muito além do que esperavam os seus eleitores e admiradores. Ele não só confirmou que vai disputar o Senado da República como anunciou que a oposição que se cuide porque ele, conforme disse, vai trazer de volta para o PT e à Frente Popular a cadeira de senador que a coligação perdeu, em 2010, para Sergio Petecão e, em 2014, para Gladson Cameli.

Os dois ganharam a cadeira de senador para, respectivamente, o então deputado estadual Edvaldo Magalhães e sua esposa, deputada Perpétua Almeida, quatro anos depois, em duas disputas que fizeram do PC do B o partido mais derrotado nesta disputa na história política do Acre.

Ney Amorim, ao se dirigir à população do Juruá no encontro de Cruzeiro do Sul, com Magalhães e Perpétua Almeida ao seu lado, ainda que não tenha se dirigido ao casal, disse que vai se entregar à disputa não só para tentar vingar e resgatar a dignidade política e eleitoral do PC do B como também devolver ao PT e à Frente Popular – coligação da qual os comunistas são aliados de primeira hora – a cadeira senatorial que um dia já percenteu à Marina Silva e ao indefectível Geraldinho Mesquita, os quais se elegeram – a primeira em 1994 e reeleita em 2002 e o segundo em 2002, para um único e desastroso mandato – pela Frente Popular e depois tomaram caminhos diferentes até se tornarem de oposição à coligação que governa o Acre há quase 20 anos.

A expectativa em torno da fala de Ney Amorim girava em torno do fato de que, ali no encontro de Cruzeiro do sul, estava presente ninguém menos que o ex-prefeito, ex-governador e agora senador da República Jorge Viana, aquele cuja candidatura do atual presidente Assembleia ao Senado poderia atrapalhar sua reeleição, conforme a análise política de vários setores, principalmente da oposição. Como já havia ocorrido na semana passada em Rio Branco, quando foram reunidos, na casa de Jorge Viana, para um café da manhã, os dirigentes dos partidos que integram a Frente Popular, além do próprio Ney Amorim, o encontro de Cruzeiro do Sul serviu para dizer que, há exatos um ano antes da eleição de 2018, o PT e a Frente Popular não só abriram o debate sobre a sucessão do governador Tião Viana com a apresentação dos quatros pré-candidatos (a vice Nazará Araújo, o deputado estadual Daniel Zen, o secretário Emylson Farias e o prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre) como anunciaram que a disputa pelo Senado, dentro da FPA, está pacificada.

Te cuida Petecão!

Significa dizer então que o PT e a Frente Popular vão à disputa de 2018, para o Senado, com Ney Amorim e Jorge Viana. “A diferença é que eu serei o segundo nome. O primeiro nome, por direito, é o do Jorge Viana, que tem uma histpória de vida dedicada ao Acre e à política decente que nosso Estado passou a vivenciar desde que ele se apresentou para nos representar”, disse Ney Amorim.
“Se engana quem pensa que minha disputa será com o Jorge Viana. Muito pelo contrário. Sempre tive muito respeito pelo Jorge Viana, pela história dele. Duvido que todos os acreanos de bem não tenham orgulho dele como seu representante”, disse. “Eu não estou aqui para disputar a cadeira de senador com ele. Minha briga é para recuperar a cadeira que está do lado de lá. E eles, da oposição, que se preparem porque eu irei devolver essa cadeira para a Frente Popular”, disse Ney Amorim, arrancando aplaudos de um teatro lotado.
Amorim disse que seu nome será colocado como o segundo voto para op Senado. O primeiro, segundo ele, deve ser dadoa Jorge Viana, “como uma homenagem ao nosso maior ídolo”. O segundo voto, acrescentou Ney Amorim, eu vou pedir para meu nome. “Por isso, eu digo que quem tem que se cuidar é o Sérgio petecão, que está no mandato, e aqueles que acham que podem nos enfrentar representando a oposição”, disse.

Balsa para a oposição.

Jorge Viana ouviu Ney Amorim aparentemente com uma atenção redobrada. Na noite anterior, durante a inauguração da sede do centro de lazer e turismo do Sesc em Cruzeiro do Sul, me disse, numa conversa que travamos na qual eu o provoquei sobre o que ele pensa das oposiçõs em relação à disputa para o Senado, voltou a usar uma frase utilizada em outras entrevistas: a de que as opopsições, nesses quase 20 anos em que as Frente Popular está no poder no Acre, pega balsa porque, faltando muito tempo para a eleição, sai na frente, como na piada do cavalo de corrida paraguaio, cantando vitória. “É sempre assim: eles acham que já ganharam e quando abrem-se as urnas, estão na balsa. Agora, eles acham que já ganharam o governo e estão birgando como cão e gato pela indicação do nome para o Senado. Eu não sei, mas acho que já vi esse filme, um filme em que eles acabam na balsa”, disse Jorge Viana.

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