Rio Branco, Acre, 28 de outubro de 2020

Bancada Federal acreana une-se contra garimpo. Garimpeiros solicitam novas áreas.

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A reunião em Brasília entre empresários do setor de olarias e areais, representantes da classe política com o Departamento Nacional de Produção Mineral e Ministro das Minas e Energia terminou com a possibilidade de um termo de ajustamento de conduta para as empresas do setor e, mais uma vez, um repúdio unânime em relação ao garimpo.

Estiveram presentes os senadores Jorge Viana (PT) e Sérgio Petecão (PSD) e os deputados federais Moisés Diniz (PCdoB), Léo de Brito (PT), César Messias (PSB), Wherles Rocha (PSDB), Jéssica Sales (PMDB), Allan Rick (PR) e Raimundo Angelim (PT). O deputado Flaviano Melo (PMDB) justificou ausência por questões de Saúde. O senador Gladson Cameli (PP) não esteve presente, mas posicionou-se contra a arbitrariedade no processo de concessão de garimpo no Juruá.

De toda bancada federal acreana ouviu-se uma única voz: não ao garimpo!

O Ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho garantiu que levará em conta a posição da bancada acreana no caso. Segundo a empresária Janaína Terças, o diretor-presidente do DNPM, Vitor Bicca, deverá encaminhar o processo para INDEFERIMENTO.

Novos Pedidos

A cooperativa de garimpeiros de Pontes e Lacerda deu entrada em SEIS novos pedidos de garimpo na região do Juruá, totalizando ONZE pedidos e abrangendo, desta vez, uma área de mais de 92 mil hectares e adentrando o estado do amazonas através do município de Guajará.

A negociação é feita diretamente com o governo federal, sem que haja qualquer participação ou discussão local até o momento.

Georadar sob suspeita

A maneira ousada, e insistente, como uma cooperativa sediada no Mato Grosso vem tentando obter a licença para garimpo no Juruá, tem feito crescer entre a população, e mesmo entre a classe política, a suspeita de que os mesmos obtiveram informações privilegiadas sobre a ocorrência de minerais nobres no solo do Juruá. A única maneira de obter tais informações seria através da prospecção realizada pela empresa Georadar quando buscou gás e petróleo na região.

Se for comprovado o desvio de pesquisa, seria um agravante: a pesquisa foi paga com recursos públicos e portanto as informações não poderia ser apropriadas por particulares.

Leia mais:

https://www.juruaemtempo.com.br/garimpo-aqui-nem-pintado-de-ouro/

 

https://www.juruaemtempo.com.br/na-surdina-governo-temer-estuda-liberar-ate-42-mil-hectares-para-garimpo-no-jurua/

 

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