O governador interino David Almeida (PSD) esta escancaradamente demitindo secretários e servidores em cargos comissionados que não apoiam ou não declaram voto a candidata dele, Rebecca Garcia, ao governo. Fontes relatam que na prática, a retaliação é não dispensar ninguém: do maior ao menor servidor. A eleição está marcada para o dia 06 de agosto.
Uma reforma administrativa deve ser anunciada pelo governador nos próximos dias. E não precisa de qualificação para os primeiros escalões do governo interino de Almeida. O critério para assumir os cargos: ser da igreja dele ou ser político. Para se ter uma ideia, pelo menos cinco secretários que David Almeida nomeou, logo que sentou na cadeira de governador, são evangélicos. O governador interino é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
O presidente do Idam, Lúcio Flávio, ex-prefeito de Manicoré, foi o primeiro que sofreu a ira do governador interino e teve que entregar a pasta. Lúcio declarou ser Amazonino. Já o ex-prefeito de Humaitá, Dedei Lobo, não deve ser preocupar com demissão. Ele faz campanha para Rebecca até em horário de trabalho. Em um dos grupos whatsApp em que participa printaram Dedei enviando imagens da campanha de Rebecca às 8h39, exatamente, em pleno expediente.
Em suas falas, David prega à ética, moralidade, mas nos bastidores a “guilhotina” dele está afiada. Além dos secretários estaduais e servidores, os prefeitos do interior também sofrem a mesma pressão. O governador só teria interesse em liberar verba de convênios para quem confirmar apoio a Rebecca, revelaram fontes.
O governador interino dá ainda demonstração de pouco caso com a gestão pública. Segundo o TCE/AM David está gastando acima do normal. Desse modo David Almeida poderá sair e deixar as finanças do Estado quebrada, e o Amazonas ficar em situação semelhante ao Estado do Rio de Janeiro.
Por do Amazonas

