A Imprensa do Estado noticiou nesta quinta-feira a realização da Operação Abaçaí, através da Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Federal sobre o Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Purus. As reportagens publicadas reproduzem a nota divulgada pela assessoria de comunicação da PF é rica em detalhes sobre o superfaturamento de serviços prestados que por exemplo, mais que dobraram o gasto com fretes aéreos, sem aumento no transporte de pacientes.
Contudo, talvez pela discrição que se espera de um órgão federal, a nota omite que os ‘agentes públicos’ do DSEI sejam parte da cota de indicação dos deputados peemedebistas Flaviano Melo e Jéssica Sales (PMDB): direito que obtiveram a partir de seus apoios ao governo Temer. Os gastos superfaturados no DSEI correspondem ao período em PMDB assumiu a Saúde Indígena em todo país.
A ‘Organização Criminosa’ a que se refere o texto, nada mais é que o conjunto formado por servidores indicados pelo PMDB em conluio com ‘empresários’ que forneciam o serviço superfaturado.
A respeito das fraudes, os gastos com fretamento de aeronaves no período investigado mais que duplicaram, subiram de uma média de R$ 75.000,00 por mês para R$ 160.000,00 por mês, sem que houvesse aumento correspondente nos pacientes transportados.
No contrato de manutenção de veículos, por sua vez, pagava-se por serviços fictícios, como a substituição de peças automotivas de alto valor sem que houvessem sido realmente trocadas, chegando-se a pintar peças para dizer que seriam novas e para dificultar a identificação. Além disso, os preços excediam enormemente os valores de mercado, inclusive os praticados pela própria empresa no mercado local, atingindo em certos casos até dez vezes o preço regular.
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