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Gladson absolve Aécio. Lava Jato é sepultada. E qual a surpresa afinal?

Em jornalismo costuma-se dizer a máxima que “cachorro mordeu homem”, não é notícia, já que espera-se do cachorro que ele aja exatamente dessa maneira. Já “homem mordeu cachorro” seria a notícia por excelência, por seu caráter inusitado e surpreendente,

Por este ângulo, “Gladson vota pela absolvição de Aécio”, chega a ser quase uma não-notícia: falta-lhe o elemento de surpresa.

Recordemos a composição do Conselho de Ética: onde pelo menos seis deles são investigados pela Lava Jato.  É razoável sugerir que o atual conselho de ética tenha sido formado exatamente com essa finalidade: livrar a cara de Aécio Neves (PSDB). Gladson votar pela absolvição de Aécio, é apenas mais do mesmo: políticos envolvidos em casos de corrupção, salvando-se uns aos outros.

A representação contra Aécio foi apresentada pela Rede e o PSOL devido a seu envolvimento no caso da JBS e na Lava Jato.

Uma mão lava a outra

O próprio Gladson Cameli (PP) parece ter sido escolhido a dedo. É citado no superinquérito que investiga 30 políticos do PP por suspeita de ligação com os desvios na Petrobrás – no processo conhecido como ‘quadrilhão’. Talvez tenha em breve a oportunidade de receber de volta o ‘favor’ feito ao tucano de Minas Gerais.

Em 2012, quando ainda era deputado, foi flagrado dirigindo alcoolizado em Brasília. O caso rendeu uma ação no STF, mas como a pena prevista era inferior a um ano de detenção, o processo foi suspenso – caso que poderia ser levado ao conselho de ética.

Lava Jato sepultada

A absolvição de Aécio Neves ocorre no mesmo dia em que a Lava Jato parece estar sendo sepultada de vez, após uma lenta agonia. A informação é do colunista Murilo Ramos, em seu blog Expresso, hospedado no site da Revista Época.

Segundo o colunista: “A Polícia Federal resolveu pôr fim ao grupo de trabalho da Operação Lava Jato em Curitiba. A decisão foi comunicada informalmente aos quatro delegados que ainda restavam no chamado GT da operação – o jargão que a polícia usa para se referir a uma força-tarefa. Espera-se a formalização do desmanche no próximo boletim interno da Superintendência da PF no Paraná, que deverá sair na segunda-feira. Em Curitiba, atribui-se a decisão ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello.”

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Hoje, soam ainda mais ‘proféticas’ as palavras de Romero Jucá (PMDB), não por acaso, membro do mesmo conselho de ética que acaba de inocentar Aécio “um grande acordo, com STF, com tudo”.

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