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Preços abusivos, serviços ruins. Resta ao Cruzeirense o ‘Muro das Lamentações’

Por Redação Juruá em Tempo. 03/07/2017 14:33 Atualizado em 03/07/2017 19:29
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Fim de semana. Pelo ‘facebook’ já mandam avisar: ‘-Quem tiver seus esquemas, combine logo. Daqui a pouco cai o sinal’. A quase certeza de que o sinal de celular e internet vá falhar já faz parte do ‘folclore’ da cidade, juntamente com os apagões, o alto preço das passagens aéreas e do combustível e o isolamento da região, renovado agora com a perda de trafegabilidade na BR 364.

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PROCON, pra quê?

A falta de vontade política na criação de um PROCON na cidade já daria uma capítulo inteiro na história de Cruzeiro do Sul. Há pelo menos 17 anos, ouve-se falar na criação de um órgão de defesa do consumidor. Já foi definido que a competência para criação do órgão é de responsabilidade municipal, mas até hoje, nenhum dos prefeitos que passaram pela administração efetivaram a criação do PROCON.

Passagens aéreas

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Com a BR ruim, aumenta a demanda por passagens aéreas, e a única empresa que faz o trecho para a capital aproveita para ‘esfolar’ quem precisa se deslocar. Um exemplo clássico de ‘lei de mercado’ que o cruzeirense sente na pele. Há ainda o risco de que o avião não pouse, se as condições meteorológicas não permitirem.

Gasolina

Contudo, em alguns setores é a falta de concorrência que impede a população de se beneficiar das mesmas ‘leis de mercado’. São dezenas de postos de gasolina espalhados pela cidade, mas os preços têm pouca variação. Enquanto o preço da gasolina cai em todo país, o cruzeirense continua pagando os mesmos preços de antes da queda. Em Rio Branco, a gasolina que já chegou a custar R$4,17/litro hoje é encontrada em até R$3,68/litro, enquanto o cruzeirense continua pagando cerca de R$4,70. Apesar da obviedade que é a atuação de um cartel definindo os preços na cidade, PF e Justiça não foram capazes de prová-lo.

Bancos sem dinheiro

Outro exemplo de um péssimo serviço é o que é ‘prestado’ pelas agências bancárias da cidade. São poucas as agências de auto-atendimento (o que já foi pior, é verdade), o que causa imensas filas nos dias de pagamento dos funcionalismos do estado e município. Para piorar, os caixas não te, dado conta e o dinheiro acaba antes de que todos tenham sacado seus vencimentos. Com isso, Cruzeiro do Sul e região vivem o paradoxo de faltar dinheiro circulando no comércio, em pleno fim de semana de pagamento.

Privatiza que melhora

Resta dúvida se o PROCON daria conta das reclamações. O Código de Defesa do Consumidor prevê regulações normalmente pouco eficazes contra o departamento jurídico das grandes corporações.

Em todo país, as prestadoras de serviço de telefonia e fornecedoras e energia elétrica estão entre as campeãs de reclamações. Um dado importante principalmente para quem acredita que privatização é resposta para tudo e que as leis de mercado por si só seriam suficientes para promover a melhora serviços. Ainda que a livre concorrência ajude sim, a promover melhore serviços, setores estratégicos são dominados por um número reduzido de mega-empresas, o que anula o efeito da concorrência.

Talvez isso sirva de consolo ao juruaense: saber que o que ocorre no microcosmo de nossa região é apenas uma amostra de como funcionam as coisas no resto do mundo.

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