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Prefeito de Sena perde a compostura e ataca jornalista nas redes socias

Um brucutu descompensado. Um pit bull raivoso. É assim que está sendo rotulado o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (PMDB), por seu jeito truculento de lidar com críticas pessoais e à sua gestão. A última sua foi a agressão contra o jornalista Assem Neto, do site ACJornal. Mazinho desfiou um rosário de termos chulos e homofóbicos contra o profissional por este anunciar no Facebook que publicaria matéria sobre escândalo financeiro na prefeitura de Mazinho.

“O que está exposto é o seu chifre, seu viado vc pensa que vai me chantagear pra conseguir dinheiro ta enganado seu viadinho (sic)”, disse Mazinho Serafim ao comentar a postagem de Assem Neto. A partir de aí, uma série de outros termos inapropriados para uma autoridade foram escritos pelo prefeito contra o jornalista.

Em resposta, Assem Neto postou: “Me respeite, seu gestorzinho de merda. Quantas vezes lhe pedi dinheiro? Cuide da cidade. Vou meter um processo no seu quengo. Por que tu veio reagir? TU SABE O QUE TE AGUARDA, NÉ? (sic)”.

A postagem foi deletada por Assem Neto de seu perfil, mas não impediu que prints da discussão circulassem nas redes sociais, especialmente, pelos grupos de WhatsApp.

Mazinho tem histórico de truculência

Mazinho Serafim é um homem robusto, corpulento. Sua fisionomia, por si só, já se mostra agressiva. Mas ele não é só fisionomia, é atitude, também. Quando era deputado estadual pelo PT, chegou a agredir o assessor do governo do Estado Carioca Nepomuceno.

Em dezembro de 2016, já eleito prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim invadiu a rádio FM Dimensão quando o então gestor, Mano Rufino, concedia uma entrevista aos radialistas Sorriso Show e Jota Alves. Ele não teria gostado do que Mano Rufino dizia. Aos gritos e ameaças a todos os presentes, ele tentou calar Rufino e ainda o ameaçou fisicamente. A coisa parece ter ficado por isso mesmo, já que não se tem notícia de ações movidas por um ou por outro.

Postura homofóbica

Mais que apenas uma atitude beligerante, Mazinho Serafim demonstrou uma postura extremamente homofóbica ao questionar a orientação sexual de Assem Neto. Em pleno século 21, essa posição intolerante, conservadora e preconceituosa é extremamente condenável, principalmente, para um gestor público.

De acordo com a professora Maria Berenice Dias, presidente da Comissão da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB, “homofobia significa aversão a homossexuais. Sem precisar ir ao dicionário, a expressão compreende qualquer ato ou manifestação de ódio ou rejeição a homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Apesar de a palavra homofobia albergar todos esses segmentos, novas expressões, como lésbofobia, bifobia e transfobia, surgem para dar ainda mais visibilidade à intolerância em todos os seus matizes”.

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