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Bebês são armazenados em freezer de cozinha em Maternidade de Manaus

Por Redação Juruá em Tempo. 14/09/2017 13:52
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“As crianças são armazenadas como se fossem alimentos”. Esse é o desabafo de um artista plástico de 61 anos após descobrir que o bebê de sua sobrinha, que acabara de falecer durante o parto, tinha sido guardado em uma gaveta, num freezer de cozinha, numa pequena sala ao fundo da Maternidade Balbina Mestrinho, aparentemente um necrotério, na Praça 14 de Janeiro, zona sul da capital amazonense.

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Segundo ele, a cena o deixou em estado de choque “não era só o filho de minha sobrinha, nas outras gavetas tinham outras crianças”, ele conta que não teve dificuldade alguma de acessar o local, nos fundos da unidade hospitalar.

“Decidi denunciar, pois ninguém quer ver um familiar seu, num momento de dor como este, sendo tratado desta forma” explicou o denunciante. Pelas imagens é possível identificar que o registro foi realizado no último dia 2 de setembro.

Assim como existe no Instituto Médico Legal (IML), todas as unidades hospitalares do Estado deveriam ter câmaras mortuárias. Elas são adequadas para a armazenagem dos corpos de pessoas ou mesmo bebês que morrem dentro de hospitais.

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De acordo com o denunciante, essa situação permanece até a liberação do corpo, no caso da sobrinha, foram 2 dias. Os familiares não souberam explicar o motivo pelo qual os bebês demoram para serem liberados.

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