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Historiador diz que tirar nome de Lauro Müller de avenida em Cruzeiro do Sul é uma ‘aberração’

Por Redação Juruá em Tempo. 02/10/2017 15:37 Atualizado em 02/10/2017 15:39
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A polêmica envolvendo a mudança do nome de uma das principais avenidas de Cruzeiro do Sul para Ildefonso Cordeiro está longe de acabar. No último dia 22 saiu o decreto que mudou o nome da Avenida Lauro Müller para o nome do pai do atual prefeito da cidade, que era o Ildefonso Cordeiro. A lei foi aprovada pela Câmara de Vereadores da cidade.

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Cordeiro era pai do atual prefeito da cidade, Ilderlei Cordeiro, e morreu em um acidente de avião em 2002. Ele chegou a ser deputado federal. Müller foi um republicano que, na época da fundação da cidade, era ministro das relações exteriores.

Por ser uma área comercial e uma das mais movimentadas da cidade, os moradores foram contra a mudança e ameaçam fazer um abaixo-assinado pedindo a extinção da lei. Eles alegam que vão precisar atualizar o endereço em vários setores, o que prejudicaria, inclusive, quem tem comércio na área.

A alegação do dono do projeto, o vereador Antônio Cosmo (PMDB), é de o antigo homenageado era de outro estado e que nada fez pela história da cidade. Porém, o historiador Franciney Rocha rebate essa tese e diz que esse tipo de medida demonstra a falta de compromisso dos políticos com a preservação da história da cidade.

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“Como historiador sou muito infeliz em Cruzeiro do Sul. Nossos homens públicos são pessoas mesquinhas, que pensam pequeno e não têm uma capacidade de pensar. Tirar o nome de Lauro Müller foi mais uma aberração contra a história da cidade”, enfatiza.

Outro ponto levantado pelo historiador é que, segundo ele, a planta da cidade tem sido descaracterizada. Ele diz ainda que a administração não se preocupa em discutir as mudanças diretamente com os historiadores.

“O ex-prefeito arrebentou um monumento que existia na praça, que era o mesmo de 1904, que ficava onde hoje está a estátua do ex-governador Orleir Cameli. Ele foi colocado na praça na época da construção da praça pelo Exército e aí retiraram e extinguiram aquilo que era o pontapé inicial de nossa história”, enfatiza ao falar sobre a restauração na praça que leva o nome do ex-governador.

Ele diz ainda que mudanças como essas acabam interferindo diretamente na memória histórica e cultural da cidade. “Como é que a cidade vai ter futuro, se ela não tem história? As pessoas arrebentam casas antigas e fazem prédios sem nenhuma preocupação com o passado. Qual será o futuro dessa terra tão querida. Fico triste e revoltado”, finaliza. Com informações do Portal G1.

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