Rio Branco, Acre, 3 de agosto de 2021
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

De volta

Quando morei em Cruzeiro do Sul em definitivo, por mais de dois anos, sempre fui compelido por curiosos a responder o que fazia na região e se de fato morava no Juruá. Quando tinha que responder a isso, se de fato morava no Juruá, eu respondia, quase sempre, com a mesma frase:

– Não, eu não moro no Juruá; É o Juruá que mora em mim.

E saía, feliz, deixando embasbacado meu interlocutor. E não dizia isso por acaso. O Juruá, além de uma região linda do ponto de vista da plasticidade, tem um povo diferenciado, hospitaleiro, alegre, amigo de quem é amigo de sua terra e de seu povo. E eu o sou, de ambos.

Por isso, no primeiro chamado da diretoria de O Juruá Em Tempo para voltar a escrever a presente coluna, não pensei duas vezes.

E aqui estou de volta, escrevendo de Rio Branco sobre o Juruá e, de acordo com o contrato com o jornal, pelo menos duas vezes por mês, estarei viajando pelo Juruá atrás de notícias, escrevendo da região para todo o mundo através da rede mundial de computadores, e também para o jornal impresso.

Quem tiver informações, críticas ou sugestões à coluna, pode entrar em contato pelo telefone 99928 6482 e pelo endereço eletrônico [email protected]

Dito isso, vamos à coluna.

Fogo amigo I

Ilderlei Cordeiro e Wagner Sales: união e boas relações só em fotogradfias

E começamos a coluna com a informação de que já não é mais possível esconder o péssimo clima e a animosidade nas relações entre o ex-prefeito Wagner Sales e o atual Ilderlei Cordeiro. Ambos do mesmo partido (PMDB) e o último eleito com o apoio do ex-prefeito, consta que, ao tomar posse, Ilderlei Cordeiro teria discordado de algumas exigências de Wagner Sales. Uma delas seria o pagamento de dívidas da administração passada, inclusive contas relativas à eleição da filha do ex-prefeito, Jéssica Sales, atual deputada federal. A segunda exigência de Wagner seria para que Ilderlei, como forma de pagamento pelo apoio recebido – o que teria sido decisivo para sua eleição, usar a estrutura da Prefeitura para ajudar na reeleição da filha do ex-prefeito.

Fogo amigo II

Ilderlei Cordeiro, além de não assumir as dívidas de Wagner Sales, estaria demitindo o pessoal do Wagner, velhos cabos-eleitorais que o ex-prefeito empregara para que ajudassem na eleição da filha e queria, claro, que essa gente fosse mantida nos cargos para ser utilizada na próxima campanha, quando Jéssica Sales vai disputar a reeleição, como mão de obra barata ou até mesmo grátis. Além disso, Ilderlei também sinaliza que terá candidato a deputado federal, um tio seu, e até candidato a deputado estadual, o que de novo o levaria a bater de frente com os Sales porque, em tendo candidato à Assembleia Legislativa, o atual prefeito deixará de votar em dona Antônia, esposa de Wagner e que voltará a disputar vaga de deputada estadual.

Fogo amigo III

Quem o conhece sabe que Wagner Sales é extremamente vingativo. As atitudes de Ilderlei Cordeiro o estão deixando atravessado na garganta do ex-prefeito. Como vingança, ele orienta seu filho Fagner e alguns ex-assessores a alimentarem blogueiros, sites e jornais editados a partir da capital a atacarem o atual prefeito. Informações de bastidores revelam que, além de Fagner Sales, o auxiliar de Wagner na guerra suja de informações, é o vereador Romário Tavares. E assim, a cada dia, fica mais difícil para Ilderlei Cordeiro fazer uma administração tranqüila, porque os Sales e seus aliados não o deixam em paz.

Não será à toa se, ao final de sua administração, Ilderlei Cordeiro chegar a uma situação bem pior do que aquela deixada por Wagner Sales. E assim quem paga a conta é a cidade e sua população.

Patrulha mecanizada I

Os argumentos da Prefeitura sob Ilderlei Cordeiro para a venda da patrulha mecanizada do município, dando conta de que o maquinário está velho e que será substituído por um novo, é pura falácia. Num momento em que a crise é generalizada no país, conseguir dinheiro para a aquisição de patrulha mecanizada não é tarefa fácil. Até porque isso acaba envolvendo muito dinheiro e, como se sabe, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul não nada em dinheiro. Aliás, que me perdoem o trocadilho infame, por ali a vida é de nada em dinheiro. E com a cidade como está a atual administração deveria se esforçar para consertar as poucas máquinas que tem para atuar minimamente nas operações tapa-buracos.

Patrulha mecanizada II

Como a venda do maquinário já foi autorizada pelos vereadores, se a situação da cidade piorar, como parece que vai ocorrer, a culpa deverá ser debitada também à Câmara Municipal. Os argumentos de que novos equipamentos serão adquiridos cai por terra porque, para quem conhece de administração pública, sabe que, ainda que haja dinheiro, uma licitação para adquirir maquinário não leva menos de dois anos.

E até lá, para Cruzeiro do Sul, Inês é morta.

Mão na massa

Noé, assim como o da Arca, colocou a mão na massa: fazendo sua parte, com seu esforço e seu dinheiro face à omissão da municipalidade

A propósito da buraqueira a que está sendo relegada a segunda maior cidade do Acre, uma atitude que precisa ser reverenciada pela população local é o fato de o cidadão Noé Cavalcante, de 59 anos, um funcionário público, arregaçar as mangas e tapar os buracos da frente de sua casa, no centro de Cruzeiro do Sul, com seu esforço pessoal e seu dinheiro. Como todo bom cruzeirense, vê a atual situação da cidade com muita consternação e disse que, cansado de não ver qualquer esforço da municipalidade para melhorar a cidade, ele decidiu por mão na massa. Merece aplausos a atitude.

“Mulas”

Está chamando muita a atenção em todo o Estado, principalmente na Capital, um fato que está sendo corriqueiro, principalmente em Cruzeiro do Sul: a prisão de mulheres, no aeroporto ou dentro de ônibus e na rodoviária local, transportando drogas, principalmente pasta à base de cocaína, presas ao corpo e camufladas sob a roupa. São as chamadas “mulas”, pobres coitadas que recebem quantias irrisórias em relação ao tamanho do risco, para o transporte da droga.

Há também informações de que muitas delas nem recebem dinheiro. São obrigadas a cumprirem a tarefa por seus homens – namorados, amantes ou maridos, os quais, em alguns casos, mesmo presos, obrigam as coitadas ao serviço de “mula”.

Está aí uma boa bandeira para a delegada Carla Brito e para a secretaria de Políticas para Mulheres. Que tal uma ampla campanha de conscientização sobre o tema e mais fiscalização em relação aos traficantes¿

Sangue

Hemonúcleo de Cruzeiro do Sul iniciou hoje, próxima segunda-feira 20, a semana do doador de sangue. Vá lá, doe sangue. É bom para você e pode salvar vidas.

 

ALEAC

Leia também

Receba nossas novidades

Av. Getúlio Vargas n. 22 – Salas 7 e 8 – Centro – Cruzeiro do Sul AC.

error: Alert: O conteúdo está protegido !!