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Recado ao Cel Ulysses? Gladson diz que outra candidatura majoritária pela oposição “tá a serviço do governo”

Por Redação Juruá em Tempo.23 de novembro de 2017Updated:24 de novembro de 20173 Minutos de Leitura
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O Senador Gladson Cameli (PP), chegou a afirmar que uma segunda candidatura da oposição estaria a serviço do Governo (PT). Fontes informam que o Senador progressista já sabia que Bocalon estaria viabilizando uma segunda pré-candidatura da oposição ao governo, candidatura essa, que já incomoda bastante Gladson.

Em que pese à falta de estrutura partidária, a pré-candidatura do Coronel PM Ulisses ao governo do Estado começa a agradar mais aquela parte do eleitorado descontente com o atual governo do que mesmo a Gladson Cameli. Uma enquete promovida pelo site “A Gazeta” na internet mostra, por exemplo, que Coronel Ulisses acabou ficando em segundo lugar, com 30% das intenções de voto, seguido por Gladson, em terceiro, com 27%. Marcus Alexandre liderou a pesquisa com 35,46% dos votos válidos na enquete. Ao que tudo indica, a Internet captou o que se verifica nas ruas.

Mas, ainda que não se possa creditar a uma enquete de participação voluntária na Internet o mesmo valor de uma pesquisa com rigor científico, os números apontam para uma tendência do eleitorado. Meses atrás, uma enquete semelhante obteve resultados muito diferentes. Em março, o segundo lugar pertencia a Gladson Cameli, com mais de 28% enquanto o candidato da terceira via, Major Rocha estava em terceiro, com 11%.

A nova enquete deve ser levada a sério, ao menos como tendência. Isso porque a candidatura de Coronel Ulisses ao governo está em ressonância com a de Bolsonaro à presidência da República. Bolsonaro começou apenas como um viral de internet para somente meses mais tarde se configurar como dono de candidatura viável, agora disputando com Marina Silva o segundo lugar nas intenções de voto. Se a tendência se confirmar, Coronel Ulisses poderá dar muita dor de cabeça à Gladson Cameli.
Desde o início de sua pré-candidatura, Gladson tem buscado inviabilizar candidaturas no campo da oposição, forçando a uma convergência em torno de sua própria candidatura através do discurso da ‘unidade das oposições’. Com Ulisses, contudo, essa tese pode não funcionar, especialmente porque ele tem sua canbdidatura alavancada por meios não-tradicionais, sem qualquer subsídio dos partidos, somente com o impulso da militância pessoal de seus apoiadores pela internet – cada vez em maior número.

Gladson chegou a dizer, durante um almoço recente com lideranças jovens da oposição, que “qualquer outra candidatura ao Palácio Rio Branco pela oposição tá a serviço do governo”. Declaração entre aspas, devidamente registrada. É, portanto, o caso de se revisitar essa declaração para saber do próprio Coronel Ulisses se ele se considera uma candidatura ‘pró-governo’, e do próprio Gladson, se ele é capaz e sustentá-la diante do novo e inesperado adversário.
De todo modo, a tese da “unidade das oposições” não se sustenta mais. Em primeiro lugar porque não há um projeto de governo capaz de unificar a oposição: seu único traço em comum é o desejo de ‘tirar o PT do poder’, mesmo que não se saiba ao certo o que se fazer com esse poder depois de alcançá-lo. Em segundo, porque a pré-candidatura do Coronel Ulisses segue outra lógica, reflexos das mudanças promovidas pelo alcance das redes sociais.

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