Rio Branco, Acre, 28 de julho de 2021

Reajuste do preço do asfalto pode parar obras nas estradas e prefeituras

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email

As obras de manutenção e construção de rodovias podem parar em 2018 por causa da nova política de reajuste no preço do asfalto anunciada pela Petrobras para 2018. A empresa anunciou este mês que reajustará o preço do asfalto mensalmente a partir de janeiro de 2018. Esse reajuste mensal será de até 8% em janeiro, fevereiro, março e abril e de até 12% ao mês a partir de maio. O presidente da Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Carlos Eduardo Lima Jorge, afirmou que o setor está sem garantia de continuidade dos serviços. As prefeituras de todo o país também serão afetadas pelo reajuste, que mexerá em contratos re recuperação e abertura de ruas e estradas nos municípios.

Só em Rio Branco, a prefeitura comprou mais de 30 mil, toneladas de asfalto em 2017, segundo o prefeito Marcus Alexandre a um preço médio de R$ 480,00 a tonelada. O reajuste mensal vai encarecer ainda mais os serviços em execução.

Desde Acrelândia a Cruzeiro do Sul, o Acre tem mais de 800 km de rodovias a serem recuperadas com asfalto, o que deve encarecer muito as obras, tanto a cargo do governo estadual, como do governo federal e prefeituras.

Os contratos das construtoras com o governo preveem reajustes anuais, mas os empresários reclamam que empresas não têm condições de arcar com reajustes mensais durante todo o ano e só depois repassar o custo ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O Dnit é o órgão do governo responsável pela contratação de obras de construção e manutenção de rodovias.

O presidente da Comissão de Infraestrutura da Cbic destacou que a proposta é que o Dnit pague todo mês o gasto com o asfalto. “O asfalto é um item que pesa muito em determinados tipos de obras. Nas obras de manutenção, por exemplo, ele representa 40% de todo o custo”, disse.

Para o prefeito marcus Alexandre, há o risco de pequenas prefeituras serem obrigadas a parar completamente ou limitar muito o trabalho de recuperação de ruas e operações tapa-buracos. Ele diz que se esforçará para que a nova política de preços não afete a capital.

ALEAC

Leia também

Receba nossas novidades

Av. Getúlio Vargas n. 22 – Salas 7 e 8 – Centro – Cruzeiro do Sul AC.

error: Alert: O conteúdo está protegido !!