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Acre apresenta política de baixa emissão de carbono para governo e produtores do Peru

Por Redação Juruá em Tempo. 29/01/2018 13:54
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A experiência e os resultados que o governo do Acre adquiriu ao se tornar o primeiro do mundo a executar o Programa Global REM (REDD Early Movers – pioneiros na conservação), referenciou o Estado na execução de uma política de desenvolvimento sustentável, pautada numa economia descarbonizada.

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Durante toda a semana, prefeitos, gestores e produtores do Departamento de Madre de Dios, no Peru, estiveram no Acre para conhecer os empreendimentos e instrumentos de gestão, que compõem a política acreana produtiva de baixa emissão de carbono.

A caravana peruana iniciou o intercâmbio pela Universidade Federal do Acre (Ufac), onde puderam compreender a importância dos produtos não madeireiros para região e conheceram as experiências da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

No Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), o governo peruano recebeu informações sobre os resultados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), Programa Rural Ambiental (PRA), Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), bem como sobre o Sistema de Incentivo aos Serviços Ambientais (Sisa) e seus subprogramas.

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“Nós ainda estamos numa era de extrativismo muito forte, com a seringa e a madeira. O nosso governo estadual e federal ainda não consolidou uma política de desenvolvimento sustentável, por isso viemos conhecer as experiências que o governo do Acre executa. Aqui há compromisso com o mundo de recuperar áreas devastadas, com sistemas produtivos, por exemplo. Há um compromisso com o meio ambiente e o planeta”, observou o prefeito provincial de Thauamanu.

A troca de experiência entre os governos é fruto de um acordo assinado durante a Conferência das Partes (COP-20), em 2015, realizado em Lima, no Peru. A visita é fruto de uma parceria da WWF, governos de Thauamanu, Acre e a Earth Innovation Institute (EII).

Modelo de gestão

Elsa Mendoza, coordenadora regional do EII, salientou que o Acre é conhecido por ser líder em várias questões de baixa emissão de carbono, especialmente na aplicação de políticas voltadas para os agricultores familiares.

Anualmente, governos e setores envolvidos com a política de baixa emissão de carbono visitam o Acre para conhecer as experiências, com o intuito de fortalecer a política jurisdicional de Redd em seus países.

Segundo a diretora-presidente do IMC, Magaly Medeiros, os intercâmbios fortalecem o bloco da América do Sul. “Quando trocamos dificuldades e resultados, atuamos em conjunto no fortalecimento da política de desenvolvimento sustentável de toda a Amazônia. No Acre, o governo peruano teve a oportunidade de conhecer a Peixes da Amazônia, Viveiro da Floresta, Cooperacre, Acreaves e a Dom Porquito, empreendimentos que atuam na inclusão do pequeno produtor”, frisou.

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