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Cheia do Rio Madeira não será como a de 2014, afirma Sipam

Eventos extremos naturais são comuns na região amazônica, que historicamente lida com enchentes e secas periódicas. De acordo com o Sistema de Proteção Amazônia (Sipam), não há indicativos de uma cheia na bacia do Rio Madeira semelhante à que ocorreu em 2014. Neste ano, o fenômeno deve acontecer dentro da normalidade prevista para o período, não afetando a trafegabilidade da BR-364.

Sipam apresentou os prognósticos aos órgãos de proteção e defesa do Acre e Rondônia

As informações foram repassadas nesta terça-feira, 23, em Porto Velho (RO), durante a reunião Cheia 2018, promovida na sede do Centro Regional do Sipam, que reuniu representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, secretarias de Meio Ambiente do Acre e de Rondônia, bem como gestores da Agência Nacional de Águas (ANA), Serviço Geológico Brasileiro, Defesa Civil Nacional e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Apesar de o primeiro trimestre do ano – janeiro, fevereiro e março – apresentar um volume de chuvas acima da média na bacia dos rios Madeira e Acre, o Sipam afirma não haver indícios de anomalias.

“A previsão é de que a bacia do Rio Madeira apresente, sim, uma elevação neste trimestre do ano, porém, não nas mesmas proporções de 2014. Há muito falatório e sensacionalismo, dizendo que neste ano a enchente será catastrófica, o que não é verdade. As condições climáticas não são semelhantes. A gente não espera que a rodovia seja inundada ou que o Acre fique isolado, portanto, não apostamos nessa possibilidade. As chuvas permanecem acima da média durante este trimestre, mas não com a mesma magnitude de 2014”, enfatizou o meteorologista do Sipam Luiz Alves.

De acordo com o órgão de Proteção da Amazônia, em fevereiro e março o acumulado de chuvas será de 300 milímetros na bacia do Madeira. Com o enfraquecimento do La Niña – fenômeno que provoca chuvas acima da média na Amazônia –,  o índice de precipitações deve cair para 200 milímetros em abril

 

Por Maria Meirelles

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