Trabalhadores do Acre devem ficar atentos ao calendário de saque do Abono Salarial do PIS/Pasep ano-base 2016. O Ministério do Trabalho liberou ontem o pagamento do benefício para quem é da iniciativa privada e nasceu nos meses de maio e junho. Também a partir desta data serão pagos os servidores públicos com final da inscrição 8 e 9. Este é o último lote de pagamento. Com isso, quem se enquadra na regra do abono terá o dinheiro liberado. O prazo final para o saque é 29 de junho. A partir daí, o recurso volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Os valores disponíveis aos trabalhadores do Estado somam R$ 60 milhões. No total, quase 50 mil beneficiários ainda não sacaram o dinheiro, o que faz do estado o que mais tem trabalhadores a receber na região Norte. O valor do benefício é proporcional à quantidade de meses trabalhados formalmente no ano-base e varia de R$ 80 a R$ 954. Quem trabalhou durante todo o ano recebe o valor cheio. Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo. E assim sucessivamente. Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao PIS, sacam o dinheiro na Caixa. Para os funcionários públicos, a referência é o Banco do Brasil.
NO BRASIL
O Abono Salarial ano-base 2016 começou a ser pago em 27 de julho de 2017. Desde então, 17.978.582 trabalhadores já receberam o benefício, o que representa 73,3% do total. Os valores sacados até agora somam mais de R$ 13,2 bilhões. Mas ainda há mais de R$ 4,8 bilhões disponíveis.
O ministro interino do Trabalho, Helton Yomura, lembra que o FAT é a fonte de pagamento do Abono Salarial e do Programa de Seguro-Desemprego. Portanto, o dinheiro que não for usado para pagar esses benefícios agora, será usado no pagamento de benefícios posteriores. “Esse dinheiro do abono é um direito histórico e importante que foi conquistado. Portanto, não deixe de ver se tem direito ao benefício e, caso tenha, procure uma agência bancária e faça o saque”, avisa.
QUEM TEM DIREITO
– É necessário ter trabalhado formalmente pelo menos um mês em 2016 com remuneração média de até dois salários mínimos.
– O trabalhador tinha de estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais. Com informações diário do pará

