Na noite de ontem, em sua conta pessoal do Facebook, Coronel Ulysses veio a denunciar que Bartolomeu Jr havia sido demitido do cargo comissionado, pelo prefeito Ilderlei Cordeiro, porque havia descumprido a orientação do governo municipal de apoiar Gladson Cameli como candidato a governador.
A mágoa de Gladson Cameli em relação a Barto Júnior, que teria ensejado sua demissão do cargo comissionado na Prefeitura – o que a assessoria do senador negou, registre-se -, deu-se porque o rapaz também é muito ligado ao pré-candidato do PP. “Eles eram vistos juntos com muita freqüência aqui em nossa cidade”, disse um amigo de ambos.
“Não posso imaginar o que causou o rompimento”, acrescentou o amigo.
Através de sua assessoria, o senador Gladson Cameli negou quaisquer ato de perseguição ou responsabilidade pela demissão do rapaz, ao qual o parlamentar não fez a menor referência. Eis o que disse, por meio da assessoria, o senador Gladson Cameli: “A assessoria de imprensa do senador Gladson Cameli informa que não irá se manifestar sobre um assunto relacionado a uma esfera de poder, no caso a municipal de Cruzeiro do Sul, que não é de sua competência”, disse a nota. “Não compete ao senador interferir ou decidir sobre assuntos de restrita competência da Prefeitura de Cruzeiro do Sul”, acrescentou.
Instada a se pronunciar sobre o assunto, a assessoria do prefeito Ilderlei Cordeiro, que assinou o decreto de demissão, também enviou nota à reportagem. Eis a íntegra da nota assinada pela jornalista Vanísia Nery, assessora de comunicação do prefeito: “A Prefeitura de Cruzeiro do Sul nega toda e qualquer tipo de perseguição política como causa de demissão deste funcionário ou de qualquer outro. Infelizmente, a Prefeitura teve que tomar a medida em razão do limite de gastos com pessoal, que está acima do estabelecido pelo Tribunal de Contas”, disse a assessora. “Assim, outros funcionários da saúde, como também de outras pastas do município, foram ou serão demitidos em razão das adequações que o município deve fazer para baixar esse índice. Inclusive, no próprio Centro de Diagnóstico, local onde o servidor era lotado, outros funcionários também foram demitidos por esta razão, não tendo o fato nenhuma ligação com perseguição política”, conclui a manifestação da Prefeitura.
Procurado, o mais novo objeto de discórdia entre Ulysses e Cameli não quis falar sobre o assunto. À amigos, ele confirmou que a origem de sua demissão seria de caráter político, uma vez que assessores do prefeito Ilderlei Cordeiro, na semana passada, teriam reunido todo os cargos de confiança da Prefeitura e exigido que seus ocupantes passassem a se manifestar, nas ruas ou em redes sociais, em defesa da candidatura de Cameli, quando então ele, Barto Júnior, havia dito que votaria em Ulysses apesar de suas relações pessoais com Gladson. Para sua surpresa, depois desta manifestação, foi convidado a se retirar do cargo.

