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No Vale-tudo da oposição, Coronel Ulysses arrasa Gladson Cameli e seu grupo

Por Redação Juruá em Tempo.16 de maio de 2018Updated:16 de maio de 20185 Minutos de Leitura
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O idílio ou mesmo um processo de armistício entre os dois pré-candidatos ao Governo do Estado pelas oposições – Gladson Cameli e Coronel Ulysses, ao que tudo indica, acaba de ser rompido. Em manifestações públicas de seu próprio punho, na manhã desta quarta-feira 16 de maio, Ulysses acaba de detonar, mesmo sem citar nomes, Gladson Cameli e todo o seu grupo dizendo que eles não têm projeto e dão continuidade “a velha prática de atacar (no meu caso sem justificativa alguma”). A gota d’agua para o rompimento foi a publicação, em redes sociais, de uma fotografia de uma reunião em Brasília em que apareciam o presidenciável Bolsonaro, o próprio Ulysses e Tião Bocalom, com uma bandeira do PT – uma montagem grosseira a qual o próprio Ulysses atribuiu ao pessoal de Gladson Cameli.

Para Ulysses, segundo sua manifestação, a montagem foi uma forma de o pessoal de Gladson, e ele próprio, dizerem que sua candidatura tem algum tipo de ligação com os petistas, provavelmente como vingança porque ele, na semana passada, também veio a público dizendo que não aceitaria ser vice de Gladson Cameli ao reagir a um artigo, aqui mesmo em O Juruá em Tempo, em que eram citadas informações de uma fonte das oposições afirmando que a candidatura a vice do deputado Major Rocha não contentaria as oposições e o candidato a vice dos sonhos dos conselheiros do pré-candidato do PP ainda era ele, Ulysses.

Na sua manifestação, o Coronel Ulysses vem a público no seu jeito “arrasa-quarteirão”. Olhe o que ele escreveu: “Não sei se fico alegre ou se fico (sic) triste ao receber prints de grupos de debate político da oposição “oposição” que tentam ofender a minha dignidade e minha honra, a dignidade e a honra do Bolsonaro, a dignidade e a honra do Bocalom ao (e ele destaca em caixa alta o que vai a seguir) forjarem de maneira mentirosa e covarde uma foto de reunião de Ulysses, Bolsonaro e Bocalom com uma bandeira do PT…”.

Depois de desqualificar Gladson e seu pessoal ao dizer que eles não têm projeto de governo e que querem chegar ao poder atacando de forma vil os adversários e falar de sua tristeza com os ataques daqueles que em tese deveriam ser aliados, Coronel Ulysses diz, no entanto, ficar alegre por ver “que tais atitudes baixas e rasteiras são os sinais de que estamos no caminho certo em busca da vitória que não nos pertence, mas pertence ao (caixa alta de novo) senhor dos exércitos e Ele dá a quem Ele quiser”.

Noutro trecho, Ulysses pergunta: “Por que estão a fazer isso? Só encontro uma única resposta: Somos hoje a maior preocupação desta gente. Em outras palavras, eles descobriram o que grande parte da população vem dizendo há muito tempo: não temos rabo preso com a BR-364…”.

Ao falar da BR-364, Coronel Ulysses dá mais uma estocada em Gladson Cameli porque as empresas de seu tio Orleir e de seu pai Eládio Cameli (Colorado/Etam) foram responsáveis por obras na rodovia e nos trechos sob a responsabilidade deles teriam sido os locais nos quais mais irregularidades foram encontradas. Depois disso, Coronel Ulysses volta a se jactar de que já teria passado dos dois dígitos nas pesquisas de opinião pública para o Governo e de que pertence a um grupo político unido e que tem projeto de Governo, embora nunca o tenha detalhado.

Dos ataques vivenciados pelos dois pré-candidatos das oposições, é possível se deprecar que, num eventual segundo turno no com a presença de Marcus Alexandre, da Frente Popular do Acre, os grupos de Cameli e de Ulysses jamais se juntar-se-ão. Isso porque Ulysses odeia Gladson e Gladson gostaria de ver Ulysses no mínimo desterrado para terras distantes, para dizer só mínimo sobre o tamanho do ódio que as manifestações de ambos deixam escapar.

Mas, muito mais que sentimentos de ódio, tais manifestações demonstram que, quando se atacam, ambos os lados têm razão. Quando se atacam, essas oposições, nos dois lados, mostram o quanto está desqualificada para o exercício do poder e o tamanho de sua desunião. A razão desta desunião decorre exatamente da falta de um elemento catalisador das forças dessas oposições, a qual bem poderia ser Gladson Cameli mas este, pelo que demonstrou até aqui, há muito perdeu o bonde de sua própria história e passou a ser motivo de desconfiança inclusive entre os que o cercam. Além disso, entre os dois blocos de oposição inexiste um projeto de Governo que contemple o Acre e sua gente e isso revela que o que existe de fato, muito pelo contrário de boas intenções, é uma sede por espaço de poder e, para alcançá-lo, são capazes de tudo.

Coronel Ulysses, ao que parece, enxerga isso há muito tempo. Tentando ocupar o vácuo de poder no seio das oposições, o faz de forma oportunista, porque ele é parte desta oposição, uma parte desse todo que não se entende, uma espécie de subgrupo. Fazendo jus a sua condição militar, o Coronel Ulysses é o segundo pelotão das oposições na corrida ao Palácio Rio Branco. Pelo desenrolar da carruagem, até aqui, a corrida ao Palácio e ao Governo não será vencida por nenhum dos dois grupos das oposições, mas sim pelo pré-candidato que segue em sua pré-campanha de maneira firme e serena, indo ao encontro do povo para ouvir e processar em seu plano de governo as reivindicações e as aspirações do povo acreano. O tempo dirá.

 

Por Tião Maia – O Juruá em Tempo

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