Ao que tudo indica, a novela do candidato a vice da chapa encabeçada pelo senador Gladson Cameli ao governo do Estado pelos partidos de oposição, ainda não acabou. Uma fonte ligada aos conselheiros do pré-candidato a governador confirmaram que, apesar de ser o candidato da preferência de Gladson Cameli, o deputado federal Major Rocha (PSDB), já indicado como o candidato a vice, continua ainda atravessado na garganta de muitas pessoas, principalmente daquelas mais próximas do senador.
A mesma fonte disse que, por isso mesmo, ainda há esperanças de que o Coronel Ulysses, que já anunciou que vai disputar o governo com uma terceira via, possa vir a se juntar a Gladson Cameli, como candidato a vice.
A fonte fez questão de ressaltar que seu pensamento não traduz exatamente o que pensam todos os conselheiros de Gladson Cameli, talvez nem o próprio pré-candidato, mas dentro do comitê das oposições há uma torcida de que Coronel Ulysses não deslanche, ficando apenas na casa dos 8 a dez por cento nas pesquisas e, quando de fato a campanha começar, ele possa repensar o futuro e desistir do governo para se aliar a Gladson, que seria algo mais certo do que o voo solo.
A Major Rocha restaria voltar a disputar a reeleição, já que sua irmã, Mara Rocha, apesar de toda sua simpatia pessoal, não oferecer segurança da manutenção do mandato de federal.
A esperança de que Coronel Ulysses possa vir a substituir Major Rocha se daria, segundo as informações da fonte, porque o pré-candidato a governador seria mais equilibrado que o deputado, cuja atuação parlamentar e política são explosivas, como um rastilho de prova.
Consta que o deputado, por qualquer coisa, se mostra irado, levanta a voz, põe o dedo na cara de quem quer que seja e isso já preocupa os conselheiros de Cameli porque, caso sejam vitoriosos, começa a ficar muito claro que o possível futuro vice queira ir além da condição de substituto eventual do possível futuro governador.
Tal comportamento reeditaria para os acreanos uma novela de triste memória, aquela do início dos anos 90, envolvendo o governador Edmundo Pinto e seu vice Romildo Magalhães. Malufistas convicto, pertencentes ao mesmo Partido – o então PDS, que é hoje o PP de Gladson Cameli -, os dois pareciam tão iguais mas no fundo eram muito diferentes. Enquanto Pinto fazia o estilo de político pacífico, tratando até os adversários com alguma elegância, Magalhães fazia o estilo explosivo, trocando sopapos e ameaças com quem o contrariass. Consequência disso, é que, em pouco mais de 14 meses em que durou seu governo, a cada vez que Edmundo Pinto viajava e Romildo assumia como governador, o Estado virava uma bagunça: o governador em exercício desfazia tudo o que havia decidido anteriormente o governador titular, incluindo a demissão de secretários de Estado e a substituição por homens da estrita confiança de Magalhães, o que fazia com que Edmundo Pinto encurtasse suas viagens para reassumir o cargo e realinhar o próprio governo, ficando combinado tacitamente que, na próxima viagem, a bagunça e a discórdia continuariam.
A alegação é de que Coronel Ulysses, além de agregar e efetivamente trazer votos à candidatura Gladson Cameli, ele é bem mais equilibrado e passa mais confiança a todos.
Ou seja, nas oposições, a novela do vice ainda não acabou. A conferir os próximos capítulos…

