Com fuzis, grupo invade bairro de Rio Branco para retomar território e dois são mortos

Duas pessoas foram assassinadas na noite desta quinta-feira (7) na região conhecida como Sapolândia, no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco. Segundo a polícia, um grupo de criminosos armados com armas de grosso calibre, inclusive fuzis, tentou retomar o território e atirou em diversas pessoas.

Outras três pessoas foram baleadas e estão internadas no hospital da capital acreana. Em entrevista a Rede Amazônica Acre, o coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Rêmulo Diniz, contou que foram recolhidas cápsulas de fuzil ponto 30 no local. O grupo teria saído de um matagal, atirado em casa em busca de uma pessoa.

“Tivemos uma noite com muitos fatos envolvendo essa guerra de facções onde houve diversos tiroteios entre criminosos e uma intervenção rápida da polícia nas ruas. Estamos apurando como se deu toda dinâmica dessa tentativa de tomada de território. Isso é um fato que está acontecendo com mais poder agora com utilização de armas de grosso calibre e também com maior frequência, já que estão tentando tomar diferentes territórios”, complementou.

Uma das vítimas fatais foi identificada até o momento como José Magalhães da Silva. Ele morreu no local do crime. Já a outra vítima chegou a ser socorrida, mas morreu durante atendimento no Huerb. O corpo está no Instituto Médico Legal (IML) sem identificação.

“A perícia esteve no local, colheu cápsulas e também vestígios deixados. Estamos procurando outros elementos para comprovar a participação de quem e quantas pessoas participaram desse caso”, afirmou o delegado.

Diniz ressaltou que é prematuro afirmar que as pessoas que morreram tinha envolvimento em crimes ou pertenciam a facções criminosas. O coordenador garantiu que a polícia trabalha para tentar evitar mais ataques como esse, mas que as equipes precisam de investimentos para ajudar nas investigações e elucidações dos crimes.

“Estamos tentando trabalhar, lógico que necessitamos cada vez mais nos atualizar e de investimentos. Contamos com gestores que estão traçando estratégias e vamos repassar no decorrer dos dias. Vamos aguardar que investimentos sejam deslocados para essas áreas que são sensíveis no Acre, principalmente que precisa de uma atuação mais rápida uma vez que a violência se alastra”, criticou.