Foi motivo de celebração na FPA do Juruá a divulgação da pesquisa Delta que dá uma vantagem de cerca de 10 pontos percentuais de Gladson Cameli (PP) em relação à Marcus Alexandre (PT).
Segunda a pesquisa, em seu ‘reduto eleitoral’, Cameli soma 40,33%, sendo que Marcus Viana que registrou 29,41%. De tendências emedebistas, tanto a Delta quando o AC 24 horas anunciam como ‘grande vantagem’ um cenário que possivelmente, desconhecem.
Isso porque o esperado era que Gladson tivesse algo entre 60 e 70% das intenções de voto em Cruzeiro do Sul, o seu ‘reduto’, como bem afirma o site.
O ‘derretimento’ de Gladson se deve a alguns fatores: primeiro, o próprio não para de dizer e fazer bobagens, colocando em cheque a percepção do cruzeirense de que um eventual governo seu seria uma ‘segunda era Orleir”.
Segundo, a própria ida de Marcus Alexandre a Cruzeiro do Sul. O eleitorado cruzeirense é notadamente conservador e jamais votaria em um candidato a qual tem pouca familiaridade. A maior presença de Marcus Alexandre no município começa a reverter esse quadro. Marcus tem a moderação e a sensatez que agradam ao eleitor médio de Cruzeiro do Sul.
A terceira, e talvez maior de todas, seja o desastre que está sendo a administração municipal do PP em Cruzeiro do Sul. Se a ideia era fazer da administração de Ilderlei uma ‘vitrine’, o que cruzeirense tem assistido de verdade é um ‘show de horrores’. Não bastasse a incapacidade de cuidar do básico como a manutenção e limpeza das ruas, as inúmeras gafes cometidas revelam o caráter de personalismo e amadorismo de uma gestão que se mostra incapaz de reconhecer as diferenças entre o público e o privado. Ilderlei se tornou o maior cabo eleitoral reverso de Gladson Cameli no estado.
Isso é dito, não pela oposição, mas pelo seu apoiador Vagner Sales (MDB) que tenta se isentar da responsabilidade do desastre ‘pagando de arrependido’ nos meios de comunicação.
Apesar disso, Vagner continua pedido voto em Gladson
Resta saber se num eventual governo Gladson, Vagner novamente iria dar uma de ‘Madalena arrependida’ quando viesse o desastre.

