Em 2012 o então prefeito de Marechal Thaumaturgo, Randson Almeida, o emedebista “Randinho’ ganhou as manchetes na imprensa do estado ao ser preso em flagrante pela Polícia Federal pelo crime de ocultação permanente de bens.
Segundo a Polícia Federal, ‘Randinho’ usou dinheiro público para quitar dívidas pessoais e reformar e mobiliar uma casa em Cruzeiro do Sul, avaliada em quase um milhão de reais. Em seguida, o bem foi transferido para a Construtora Rio Amônia, empresa de Marcildo Oliveira de Almeida, primo do prefeito, caracterizando a ocultação do bem de origem criminosa. O proprietário da construtora também foi preso pelo mesmo crime.
O emedebista foi preso no dia 11 de março e encaminhado na madrugada do dia seguinte para o Presídio Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul. Desde então, o ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo vem sendo investigado por várias irregularidades e desvios de dinheiro público. Uma das investigações solicitadas pelo Ministério Público Federal busca a comprovação de um rombo de cerca de R$ 3 milhões em repasses do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).
Desde 2015, Randinho responde por violação dos princípios administrativos, parado ainda em primeira instância. Contudo, a exemplo de outros pares, Randinho se beneficia as inúmeras voltas de seus processo, que segue sem conclusão. Um dos exemplos mais clássicos da morosidade da justiça é o de Vagner Sales, que conseguiu registrar uma candidatura mesmo quando a lei não o permitia, e terminou o mandato condenado em três instâncias pelo crime de peculato.
Por Leandro Altheman – O Juruá em Tempo

