O secretário de Segurança Pública do Acre, Vanderlei Thomas disse que os homens da Força Nacional de segurança, que chegaram em dois ônibus e 11 caminhonetes ao Acre viram ao estado para um curso de treinamento, cuja atividade já estava agendada e não tem ligação com a Operação Fronteira Segura, anunciada pelo governo federal para ser executada em nove estados fronteiriços da Amazônia
Disse o secretário que “a chegada, na noite de ontem, de um efetivo de 24 homens e 14 viaturas da Força Nacional é para atender a realização de um curso (Instrução de Nivelamento e Conhecimento – INC) que será ministrado para aproximadamente 90 policiais como contrapartida do envio de policiais acreanos que foram cedidos ao longo dos anos para a Força Nacional. A solicitação do curso e a sua tramitação é um processo que está em andamento há meses”.
Segundo o secretário, o governo federal enviou de fato oito policiais afora estes ligados ao curso, que estarão auxiliando a Polícia Federal em Epitaciolândia e Plácido de Castro. Disse ainda o secretário de Segurança que esta é uma reivindicação antiga do governador e das Forças de Segurança Estaduais, muito embora o quantitativo do reforço seja claramente insuficiente para atender a mais de 2 mil quilômetros de fronteira.
A Força Nacional é um programa de cooperação federativa entre União, estados e Distrito Federal criado para prestar apoio aos entes federativos contra o crime e a violência em qualquer ponto do país. Ela é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Segurança Pública.
O Acre participa sempre das ações da Força nacional, tendo enviado em 2016, 200 homens para integrarem a Força Nacional durante os Jogos Olímpicos do Rio. A presença acreana na Força Nacional caiu para 120 policiais, depois e atualmente é de 40 homens treinados, e em breve será reduzida a 20 policiais. Assim, o Acre mais fornece do que recebe o pessoal da Força Nacional.
Diariamente, a PM acreana mobiliza mais de 200 policiais só para o policiamento preventivo na capital.
Por Jornal A Tribuna

