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Gladson ‘naturaliza’ traição no seu campo político

Com um celular na mão e um sorriso amarelo no rosto, Gladson tenta driblar o desconforto causado no campo da oposição pelas mais recentes declarações de Márcio Bittar.

Famoso por suas declarações impróprias e capazes de causar dano no pouco que existe de unidade na oposição, Bittar mais uma vez semeou a discórdia ao declarar apoio ao Coronel Ulysses ao Governo do Estado.

No esforço em manter a fragilizada unidade da oposição, Gladson argumenta em favor de Bittar afirmando que pela lógica das ‘duas vagas para o senado’, não haveria problema algum em Bittar apoiar Ulysses E Gladson, sendo que o primeiro é o candidato de Bolsonaro no estado.

Não é preciso ser especialista em direito eleitoral para perceber que o raciocínio é, no mínimo  equivocado. As duas vagas são para o senado, e não para o governo. Um candidato a governador, ou seja, no caso Gladson ou Ulysses podem apoiar cada um, dois candidatos ao senador. A recíproca não é verdadeira: um candidato ao senado não pode ter dois candidatos ao governo, por razões auto-evidentes.

Ao buscar ‘confortar’ a oposição após as declarações de Bittar, Gladson sinaliza algo ainda pior: a naturalização da traição e da infidelidade política na oposição.

No vídeo, o senador afirma se trata de ‘democracia’. Enganoso. Democracia é sim, a liberdade para escolher um candidato a governador, não estar em duas chapas.

O episódio demonstra que em um eventual governo da oposição, a traição e a infidelidade política não apenas será algo comum de acontecer, quanto será vista como ‘normal’ pelo governo.

PS: Respeitosamente o site Juruá em Tempo alerta de que desde primeiro de setembro de 2010, no transporte de crianças menores de 10 anos passou obrigatório o uso de cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente.

 

Veja o vídeo :

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