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PT aluga terreno em frente à PF para tentar manter vigília pró-Lula

Por Redação Juruá em Tempo.19 de julho de 20182 Minutos de Leitura
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A  presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffman, falou sobre os 100 dias da Vigília Lula Livre e destacou o espírito de resistência de todos os presentes em Curitiba.

“São 100 dias de resistência. Resistência na defesa do Lula, de sua inocência. Resistência pelos direitos do povo brasileiro que foi encarcerado junto com o Lula”, disse Gleisi. “Na política, resistir é tão importante como arremeter, como já dizia o grande líder libertador José Martí”, completou.

Nesta semana, o partido providenciou o aluguel de um novo terreno, em frente à sede da Polícia Federal (PF), onde Lula está preso desde o dia 7 de abril. A decisão ocorre após protestos de moradores da região contra a ocupação.

“Depois de proibirem a gente de deixar as barracas na Praça Olga Benário , os movimentos resolveram locar o terreno, que é privado, onde vai funcionar como ponto para os nossos atos”, explicou Regina Cruz, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná.

No mês passado, a Justiça autorizou o uso de força policial para retirar as barracas dos simpatizantes do ex-presidente. Os impasses contribuíram com o enfraquecimento do movimento. Nos primeiros dias da prisão de Lula, segundo dados da revista Carta Capital, a média diária era de 500 a 600 pessoas. Hoje, cerca de 50 militantes permanecem no local.

“Não é a quantidade de pessoas que importa, mas a luta, a resistência, o grito de guerra e nossa presença nas ruas e nas vigílias. Duas vezes por dia acionamos as redes sociais. Recebemos apoio de todo o país. Uma vez por semana fazemos uma prestação de conta de tudo o que acontece”, ponderou Edna Dantas, militante do movimento por moradias populares em Curitiba, que desde o primeiro dia está à frente da organização.

Já Gleisi Hoffman preferiu comemorar, nesta quarta-feira (18), o apoio e a solidariedade ao PT e a Lula, após ter sido alcançada a marca de R$ 1 milhão por meio de financiamento colaborativo. Nesse contexto, voltou a destacar o papel da vigília.

“Como dissemos quando a vigília foi iniciada, nós não vamos sair de lá sem o Lula. A vigília se tornou uma referência da resistência, da luta e, principalmente, da solidariedade ao Lula. Ela continuará enquanto continuar essa injustiça com ele”, disse.

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