A festividade que começou com a missa as 17 h da tarde foi atrapalhada pela chuva que persistiu durante toda a programação. Os fiéis, no entanto, tiveram as velas apagadas pelas gotas de água, mas a fé não foi sequer abalada. Depois de nove noites a festividade religiosa em comemoração aos cem anos do novenário em honra a Nossa Senhora da Glória encerrou na Quarta – feira (15) e teve o público estimado de 10 mil pessoas, segundo os dados da polícia.

Além da chuva a festa religiosa foi marcada por uma grande emoção ainda durante a missa que antecedeu a procissão.

O Sr. Alberto Moraes, trabalhou durante 62 anos na catedral da cidade, tocando o sino durante as programações da igreja e ajudando no que fosse necessário. De cadeira de rodas ele prestigiou e ainda corou a padroeira. Emocionado e com dificuldades para falar, ele se sentiu emocionado. “Eu trabalhei 62 anos, e hoje é uma emoção muito grande fazer parte dessa festa”, conta.
Dona Josefa Vilanova levou nas mãos a coroa de Nossa Senhora da Glória. Junto de Sr. Alberto, dona Iaiá como é mais conhecida, trabalhou com amor por, pelo menos, 50 anos na ornamentação da igreja. Para ela foi uma grande satisfação fazer parte de um momento tão especial para o amigo. “Mesmo com o nervoso, foi um prazer levar a coroa para o meu amigo que tanto me ajudou quando trabalhávamos juntos na igreja”, destaca.
Não diferente dos anos anteriores a procissão contou com a participação de fiéis que tiveram pedidos atendidos e que agora agradecem, vestidos de roupas características como batinas, ou, descalços durante o trajeto. Dona Francisca das Chagas Rodrigues de Oliveira, 58 anos e aposentada, está se recuperando de uma cirurgia cardíaca feita há quatro meses. Segundo ela, a promessa foi feita para que ela voltasse com vida para casa.

“Se eu voltasse para casa com vida eu ia assistir a missa, ia caminhar na procissão vestida com a batina e ia colocar uma libra de velas nos pés da santa. E eu fiz, mesmo debaixo de chuva e quase não aguentando, pois o médico disse que não era pra eu subir ladeira e nem fazer esforço, mas eu tenho fé em Nossa Senhora, de que ela vai me ajudar e que eu vou ficar boa”, relata dona Francisca.
Por Taís Nascimento – o Juruá em Tempo

