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Temer se irrita com a PF e nega envolvimento em esquema com Odebrecht

Em investigação de suposta negociação de um repasse no valor de R$ 10 milhões da Odebrecht para o MDB, a Polícia Federal (PF) enviou um questionário com 20 perguntas para o presidente Michel Temer. A instituição solicitou detalhes sobre a negociação entre executivos da empreiteira, Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no Palácio do Jaburu, em 2014.

A colunista Andréia Sadi, do ‘G1’, publicou o questionário nesta terça-feira (21). Segundo o texto, o documento foi enviado ao presidente no dia 7 de agosto e respondido à PF na última sexta-feira (17).

As questões do delegado Tiago Delabary, responsável pela investigação, irritaram o presidente, que classificou uma indagação se recebeu qualquer valor em espécie em 2014, contando com a “interposição” de Yunes, de “pergunta ofensiva, não merece resposta”.

Em outra questão, o delegado afirma que executivos da Odebrecht contaram em delação que a empresa repassou R$ 4 milhões a uma campanha do PMDB e pergunta: “Vossa Excelência foi destinatário de alguma fração desses valores?”. Temer respondeu: “Não tenho a menor ciência do aporte desses recursos. Em razão deste fato, descabida a segunda parte da questão.”

A PF também quis saber da relação de Temer com João Batista Lima Filho e José Yunes, amigos e ex-assessores do presidente, que chegaram a ser presos pela Operação Skala, em março.

Sobre Yunes, Temer disse que o conhece desde a faculdade de Direito do Largo São Francisco e que “a confiança é proporcional a esta longa amizade”.

Procurado pelo blog, o advogado do presidente no caso, Brian Alves Prado, confirmou o questionário, mas não quis se pronunciar sobre o seu conteúdo.

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