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Vereador denuncia descalabro administrativo em Prefeitura de Marechal Thaumaturgo

Prefeito é acusado de corrupção e vereador quer CPI para investigar favorecimento político a empresários

 

O vereador de Marechal Thaumaturgo, Atilon Pinheiro (PSD), ex-líder do prefeito Isaac Piyãko, do MDB, na Câmara de  Vereadores, afirmou, em transmissão ao vivo pelo perfil da advogada Joana D´Arc, que estão ocorrendo ilícitos em licitações e operações  realizadas por aquela prefeitura, em parte envolvendo recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e outras verbas da educação.  “Fiz um relatório assinado também pelo presidente da Câmara, Silvano Queiroz, e o presidente do Sinteac, Arivan Caetano, que diz que tudo que está acontecendo no município”, disse Pinheiro.

Entre os envolvidos, o vereador cita um empresário identificado apenas como “Seu Anchieta”, dono de uma empresa que não teria cumprido, por exemplo, um contrato de R$120 mil para reformar a Escola Jusitiniano Serpa, a maior da cidade. “Ele recebeu. Aqui está a nota de pagamento”, afirmou o vereador mostrando papéis que seria comprovantes da denúncia.

Pinheiro diz que o prefeito vem acobertando empresas que terceirizam contratos de prestação de serviço para unidades públicas do município, especialmente escolas. O vereador apresenta imagens que seriam de escolas  que deveriam passar por reforma e melhoria mas continuam funcionando sem condições.

Segundo ele, o secretario de Controle Interno,  DEval  Melo   Sara, estaria mantendo contrato de cerca R$1,6 milhão com o poder público municipal através de empresa que seria de propriedade sua, mas não entregou os produtos de copa e cozinha. “Falta para os órgãos públicos sobra para a política”, afirmou o vereador ao citar que o prefeito mantém, sem necessidade, 90 cargos comissionados. Nesse momento, a advogada questiona: “o que 90 cargos comissionados tem a fazer no município de Marechal Thaumaturgo?”. Fotos de ônibus escolares que estariam sem condições de operação também foram mostradas pelo vereador. Trabalhadores do transporte escolar estariam tirando dinheiro do bolso para comprar alguns insumos e até combustível.

Além disso, a empresa Colorado teria pago cerca de R$450 mil em Imposto Sobre Serviço (ISS) mas esse recurso não estaria voltando em melhoria para comunidade. “O povo tem direito de receber produto de qualidade”, disse Pinheiro. Outras arrecadações foram feitas e não há prestação de contas.

O vereador vê como ameaça as ações da Associação Apiwtxa, gerido pelos índios ashaninka, tribo a qual integra o prefeito e sua família. Os ashaninka tem trazido turistas para Marechal Thaumaturo –grupos de até 80 pessoas, segundo Pinheiro, aportam na região regularmente. “Está todo mundo assustado, com medo”, alerta o vereador.

 

Assista o vídeo da denúncia clicando no link:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=228023101190088&id=100019471980806

 

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