Um dos fatos políticos que tem marcado essa eleição tem sido os vídeos gravados por Michel Temer para lembrar seus aliados tucanos, que agora, de véspera, tentam se livrar da pior aprovação em um governo que esse país já teve, de que o PSDB faz parte do governo.
Geraldo Alckmin e João Doria já receberam o recado do MDBista.
Envergonhada, Jéssica Sales, principal candidata do PMDB no Juruá ‘abstrai e finge demência’ quando o assunto é esconder o prestimoso apoio que prestou a Michel Temer e Eduardo Cunha. Cunha está preso por corrupção e Temer só ainda não está por que o congresso, com votos como o de Jessica, não autorizou a investigação.
Sua campanha oculta a informação do apoio de Temer a sua candidatura, e do apoio da própria ao banqueiro Henrique Meirelles. Meirelles conseguiu a façanha de ser o candidato que mais gastou na campanha, de ter um dos maiores horários na TV e a maior estrutura partidária e mesmo estar com intenções de voto semelhantes ao do Cabo Dacciolo.
Apenas parte do material de campanha de Jessica traz o nome de Meirelles, e mesmo assim, de modo muito envergonhado. Nos adesivos para carros, o nome é propositalmente ocultado.
Jessica esconde não apenas um candidato à presidência. Esconde o jeito PMDB de ser e de governar. Na prática são ações que visam somente a sua manutenção no poder, sem compromisso com qualquer projeto político para o país.
Jéssica esconde suas práticas e votações em Brasília. O que acontece lá não interessa aos seus eleitores do Acre.
Votou a favor da Jessica votou a favor da reforma trabalhista e pela blindagem de Temer, duas vezes.
Apesar da idade relativamente jovem, as práticas de Jessica Sales são o que existe de mais velho e ultrapassado no mundo da política: herdeira do curral eleitoral de seu pai, um ficha-suja inelegível que acumula acusações de enriquecimento ilícito, votações sem compromisso com sua base e o apoio escondido e envergonhado a um governo impopular.

