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Policiais arrombam e reviram casa de jornalista durante operação na capital

Por Redação Juruá em Tempo.21 de setembro de 20183 Minutos de Leitura
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O jornalista Paulo Santiago fez um desabafo no perfil no Facebook na noite desta quarta-feira (19) acusando a Polícia Civil de ter invadido e revirado a casa dele enquanto ele estava fora. Santiago mora no bairro Casa Nova, região conhecida como Aldeia, próximo ao bairro São Francisco.

O delegado Pedro Resende, que atuou Operação Bernardone na tarde quarta (19) em que foram cumpridos 25 mandados no bairro São Francisco, afirmou que a casa não foi invadida e que tinham um mandado de prisão expedido pela Vara de Delitos e Drogas da Comarca de Rio. Ele afirma que toda a ação foi executada de forma legal.

“Invasão é quando se faz alguma coisa ilegal, eu tinha uma autorização judicial. Não tinha ninguém na casa realmente, os policiais civis atentaram ao que determina a busca e apreensão em que a juíza fala que, em caso de ausência, uma pessoa do povo vai ser chamada e a gente pode arrombar a casa. Isso que foi feito e um senhor participou de todo o momento da busca”, afirma Resende.

Santiago relatou que chegou em casa por volta de 18h e percebeu que os cadeados do portão e da grade tinham sido arrombados. Ele conta que chegou a pensar que tinha sido assaltado, mas os próprios vizinhos informaram que a polícia é que tinha entrado no local.

“O portão estava sem cadeado e já achei estranho. Quando olhei para casa, a grade da porta estava aberta. Eu entrei rápido, vi como estava meu cachorro e ele estava muito assustado. Meus vizinhos falaram que eles chegaram invadindo a casa de todo mundo ao redor, colocaram a arma na cabeça do vizinho e mataram o cachorro de uma vizinha que era pitbull”, relatou.

O jornalista disse que não sentiu falta de nada, mas relatou o constrangimento que sentiu. Em seu relato na rede social, ele destacou o preconceito que os moradores da periferia enfrentam e que a “polícia vê como inimigo” quem moram em áreas sem saneamento básico. Ele afirma que vai procurar a corregedoria para fazer uma denúncia.

“Isso é muito grave. As pessoas não têm ideia de como é morar na periferia, chegar em casa e encontrar tudo revirado. Eu não senti falta de nada, até porque não tinha nada para levarem, mas é muito constrangedor”, lamentou.

O delegado disse que foi feita a busca por drogas e armas na casa e apreenderam uma carteira de estudante de Santiago. Nada ilícito foi encontrado na casa e, após o término da operação, retornaram para a delegacia.

Resende explicou que a região conhecida como Aldeia é usada por facções criminosas para o tráfico de drogas. Ele destacou que um dos alvos da investigação foi localizado na Rua 10 de Junho, no Beco João Fonseca, no Bairro São Francisco, onde o jornalista mora.

Francisco Willy Campos da Rocha foi preso dias antes e tinha informações sobre tráfico no local onde foram feitas as buscas.

“Eu faço questão que ele [Santiago] vá na corregedoria. A ação da polícia foi toda pautada dentro da legalidade, com todos os preceitos legais que são determinados no mandado de busca e apreensão. A busca foi feita durante o dia e o mandado fala que se a pessoa que tiver na casa se opuser eu posso arrombar, ele não se opôs, mas tinha uma pessoa do povo fora que foi chamada para participar”, finalizou.

As informações são de Quésia Melo, do G1 AC.

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