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Composição de governo de Gladson gera primeira crise, nome de Minoru para Educação desagrada Petecão

Por Redação Juruá em Tempo. 20/10/2018 13:02
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A informação de que o ex-reitor da Ufac e candidato ao Senado derrotado pela Rede Sustentabilidade, Minoru Kinpara, foi convidado para a Secretaria de Estado de Educação já trouxe o primeiro desconforto na base de apoio parlamentar de Cameli.

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“Nada contra”, fingiu o senador reeleito Sérgio Petecão (PSD/AC). “Confesso que gostaria mesmo era que um dos nossos guerreiros tivesse essa oportunidade. Pois tenho certeza de que temos pessoas tão competentes quanto ele. Só para uma reflexão”.

A declaração não pediu segredo. Foi dita em uma rede social e já deixa tensa a corda na relação entre o Gabinete Civil do futuro governador e seus apoiadores naquilo que um gestor tem de mais precioso: a formação da equipe de governo.

A ideia de que há interesse “de mais” e espaço no governo “de menos” é uma equação que Gladson Cameli terá que resolver. E o pior: uma equação com várias incógnitas. Para quem se elegeu prometendo “enxugar a máquina pública” ou “diminuir gastos”, é um desafio e tanto.

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Petecão já havia dito, em declaração à TV Gazeta: “Agora, nós não temos desculpas”. A frase foi dita fazendo referência ao cenário conquistado pela oposição: três senadores, sete deputados federais, maioria no parlamento estadual.

A frase de Petecão é sugestiva: se o governo errar em decisões e isso comprometer a execução de políticas, o racha será uma consequência natural. É o que fica sugerido.

O governador eleito do Acre, Gladson Cameli, prometeu anunciar o secretariado no próximo dia 22 de dezembro.

“Eu fui procurado e não brigo por cargo”, reage Minoru Kinpara

O ex-reitor da Ufac Minoru Kinpara reagiu com cautela à reação do senador Sérgio Petecão. Mas não se posicionou de maneira defensiva. Ao contrário: “Eu fui procurado. Não estou brigando por cargo e quando os assumo não brinco”, disse Kinpara. Ele confirma que o convite foi feito pelo vice-governador eleito do Acre, Wherles Rocha e que uma nova conversa está agendada em data ainda não definida.

Minoru Kinpara colocou na mesa duas condicionantes: autonomia para formação da equipe técnica da Secretaria de Estado de Educação e autonomia para gerenciar a pasta. “Desde que eles respeitem essas condições, eu estou disposto a servir o meu Estado”, aceitou Kinpara.

Em relação especificamente às declarações de Petecão, Kinpara foi direto. “Respeito todas as posições, mas repito: não brigarei por cargos”.

Por Itaan Arruda 

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