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Senado derrota projeto de privatização da Eletroacre proposto por Michel Temer (MDB)

Por Redação Juruá em Tempo. 18/10/2018 08:05
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O Ministério de Minas e Energia, presidido pelo ministro Fernando Coelho Filho (MDB) e comandado pelo presidente Temer (MDB), autorizou anteontem, 15/10, mais um aumento na tarifa de energia dos acreanos.

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Estranhamente para alguns, mas esperado pelo que lhes escreve, esse aumento deveria ser feito imediatamente após ser processado a primeira movimentação tarifária. Logo após a assinatura do contrato de concessão para a empresa que comprou a ELETROACRE, pela bagatela de 50 mil reais. Ou seja, o aumento ocorreria após ter sido efetivada a privatização da ELETROACRE.

O processo de privatização, que já está em curso e que tem sido duramente rechaçado pelos trabalhadores da empresa, tinha como eixo central a proposta de descontos na conta de luz dos acreanos no percentual de 3,27%, porém o reajuste anunciado já mostra realmente a que veio a privatização da ELTROACRE.

Nesta terça-feira, 16/10, a proposta de privatização, que está ocorrendo de forma equivocada, sem a aprovação do congresso foi votada no Senado Federal. Esse projeto previamente aprovado pela Câmara de Deputados, com o voto do acreano Flaviano Melo (MDB), que viabiliza a privatização de seis distribuidoras de energia controladas pela Eletrobras, dentre elas a nossa ELETROACRE, foi ao plenário da casa e sofreu uma grande derrota.

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Novamente pode parecer estranho para alguns, mas como esperado, o senador Gladson Cameli (PP), alinhado com a posição do presidente Temer (MDB) e por razões ainda desconhecidas, votou a favor da entrega (privatização) da ELETROACRE. Querendo colocar a tarifa de energia do povo acreano nas mãos da empresa ENERGISA.

Para quem não conhece a ENERGISA, basta fazer uma pesquisa rápida no Google. Ela é investigada por supostas fraudes na Paraíba e suspeita de manter um mensalão no Mato Grosso do Sul.

Vocês podem até precisar do Google para conhecê-la, mas empresa é conhecidíssima por grandes lideranças do PP. O primo e sócio do atual ministro da Agricultura e Pecuária, amigo do senador Gladson Cameli (PP), ex-governador Blairo Maggi (PP), com quem divide o título de Rei da Soja, o produtor rural Eraí Maggi, é investidor também no setor de produção de energia e mantém negócios milionários e frequentes com a ENERGISA em Mato Grosso.

Quem sabe não seja a partir dessa relação que Gladson conheça a eficiência da empresa e por isso votou a favor da privatização. Pensando bem, isso só ele pode dizer! Vamos esperar que explique isso aos acreanos.

Por Cesário Campelo Braga.

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